
Muitos utilizam o humor como uma ferramenta para protestar contra as irregularidades do governo e realizar críticas sociais bem embasadas. Outros preferem a comédia pastelão e vale apelar para arquivos guardados no fundo do baú.
Assim como temos muitos programas que apresentam conteúdos admiráveis outros já perderam sua identidade diante aos telespectadores. Alguns pioneiros na arte de fazer rir – A Praça é Nossa (hoje não passa uma enxurrada de piadas sem graça e apelativas), a extinta Escolinha do Professor Raimundo, com o grande Chico Anísio e o célebre bordão e “e o salário ó”, a TV Pirata que também não está mais no ar e como não citar o “Velho Guerreiro”, comunicador nato que sacudiu a televisão brasileira Abelardo Barbosa, o Chacrinha ele apostou que: “o mundo está em dicotomia convergente, mas vai mudar."
O que temos hoje são poucos programas que realmente apresentam um diferencial já dizia Cazuza- “um museu de grandes novidades”, o porquê afirmo isso, o público mudou então tudo o que é novo deixa de ser bom rapidamente se tornando débil em pouco tempo.
Vamos aos fatos, nos áureos tempos de Casseta e Planeta, as piadas eram ácidas, instigavam a crítica do público mostravam a sujeira debaixo do tapete e hoje o que eles se tornaram? Uma trupe que brinca de imitar personalidades e fazem piadas sem nexo com a realidade.
Zorra Total para criar bordões populares não tem programa melhor, revelou talentos e nos primeiros anos campeão de audiência, mas também caiu na mesmice e hoje apresenta quadros que não inovaram apenas cópias de outras produções. Chacrinha explicaria isso em uma única frase - “na TV nada se cria tudo se copia”.
Essa máxima vale para o programa Pânico na TV, eles foram ousados, batalharam por um espaço e quando conseguiram chegar ao ápice regrediram, o programa agora se mantém de bizarrices, cópias de programas como (Jackass), piadas que denigrem a imagem das pessoas , sem contar nas forçadas situações arranjadas por alguns repórteres. A atração não é de todo ruim tem seus créditos (isso na minha visão pessoal) o Alfinete com a "esperteza" do povo brasileiro, Amaury Dumbo e Freddy Mercury prateado (que apesar das tolices é hilário) e claro Christian Pior, que mesmo quando fala dos erros e gafes dos famosos “- é chique colega” ele faz algumas insinuações maldosas e agressivas, mesmo assim são mais leves que as de seus companheiros.Para CQC deixo claro minha preferência então qualquer elogio seria suspeito. A história da imparcialidade é complexa isso deixo para outro post. Posso adiantar que não é diferente a desse clipping da notícia vinculada no Blog Na Telinha:
CQC" é eleito o melhor programa da televisão brasileira
O programa "Custe o Que Custar", "CQC", da Band, foi eleito o melhor programa da TV Aberta pela campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania".A iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, destina-se a promover o respeito aos direitos humanos nos programas de TV... http://natelinha.uol.com.br/2009/10/20/not_26147.php
“Estupidez
Quem não viu a cena é só procurar no You Tube, realmente lamentável. Aos programas que não teci comentários em uma outra oportunidade retomo o assunto.
Keli Wolinger



