terça-feira, 19 de maio de 2009

OBJETO DE ESTUDO

Olá pessoal, ao pesquisar um pouco mais sobre o autor de "Cultura da convergência", Henry Jenkins, encontrei um vídeo com uma entrevista muito interessante em que ele explica um pouco mais sobre essa cultura que está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. A entrevista foi exibida pelo programa Milênio da Globo News e vale a pena assistir.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM902783-7823-UMA+ANALISE+DA+REVOLUCAO+DA+MIDIA+PARTICIPATIVA+E+AS+CONSEQUENCIAS+PARA+O+FUTURO,00.html

Maria Rosa Barcellos

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Opinião Própria

Tenho pensado muito ultimamente sobre se o jornalismo deve impor seu próprio ponto de vista sobre os temas que aborda, mas não apenas o jornalismo em si, a mídia como um todo, a televisão, o rádio, a internet, impondo aquilo que realmente pensa ou defende.


É uma discussão que toma muitos rumos e segue muitas linhas de pensamentos diferentes. Nós, como acadêmicos de jornalismo, somos instruídos a jamais –salvo raras exceções- revelar nossa opinião própria, mesmo que alguns de nossos professores não concordem com a imparcialidade (claro é uma discussão que precisa ser mais abordada, mas não vem ao caso agora) são “forçados” a nos transmitir a ideologia do jornalismo. Claro, pois falar em total imparcialidade e jornalista apenas como um veículo de informação é um idealismo, diria eu até mesmo ridículo. Acredito que um jornalista pode defender um ponto de vista (mais uma vez digo, há VÁRIOS porem’s), o espectador que deve filtrar a informação recebida e descobrir se apóia ou não, dizer que somos obrigados a não impor nossa opinião porque isso afeta diretamente o que a massa pensa, é pré julgá-los como ignorantes, incapazes de interpretar o que estão recebendo.


“O problema das exceções é que não conseguimos distinguir as linhas que às delimitam”, por exemplo, expor a opinião talvez fosse o correto, mas é difícil dizer em que nível isso pode ser feito. É feito freqüentemente hoje na internet, cada um fala o que bem entende, já que nem tudo é lido, e o leitor online só lê o que lhe convém. Mas mesmo assim o jornalismo online, não mostra a sua opinião, ao menos não abertamente. O ponto que quero chegar é que, mesmo defendendo que devemos expor nossas linhas de pensamento, isso precisa ser gradual, falo em vista de um telejornal que assisto pelas manhas, “Fala Brasil” da rede Record, para ser mais específico, a apresentadora Luciana Liviero, a cada reportagem notícia, nota, qualquer informação dada, ela tece um comentário pessoal sobre o assunto, mostrando um ar –geralmente- de indignação, e com comentários pejorativos, seja contra um bandido, um assassino, um político, ministro ou jogador de futebol, com uma posição mais a vontade, os cotovelos largados sobre a mesa, quase como alguém que assiste o telejornal do sofá de casa. Não gosto disso, ela não age como apresentadora, sua função não é comentar, não é de seu direito fazer isso, sua atitude tira o ar de seriedade do programa, e transforma-o quase em um bate papo. Não estou me contradizendo quando critico a atitude dela, mas o telejornal que ela apresenta não expôs a seus espectadores que faria isso, que transmitiria uma opinião pessoal. Luciana torna-se uma ovelha negra no programa, enquanto seus colegas fazem um trabalho jornalístico “imparcial”, ela alfineta os referidos das reportagens com seus comentários toscos e inadequados para o momento.


A televisão é a maior comunicadora de massa da atualidade, superior sim, a internet que não atinge as classes mais baixas. Expor abertamente a opinião na televisão requer um cuidado maior, um aviso prévio, porque se não, afetará o que as pessoas pensam. Um jornalismo que expõe opinião afeta s espectadores que denominamos “Passivos”, não tendo necessariamente relação com o grau de escolaridade ou a classe social (mais sobre o assunto no post Ativo Passivo, aqui mesmo no Blog). São pessoas que não estão preparadas para receber essas informações de um meio “influente”como a televisão, é necessário esse avanço gradual, esse “aviso” da emissora, que a partir de tal momento, o formato de seu jornalismo mudou.


É difícil dizer “nessa mídia se pode opinar”, “nesta não se pode opinar” “nesta outra você pode opinar até certo ponto”, é isso que torna a discussão delicada, mas a partir do momento em que jornalistas desempenharem abertamente um papel maior, do que apenas esse hipócrita “veículo de informação”, as pessoas passariam de espectadores Passivos para Ativos. Considerando a Imprensa como um quarto poder, que mesmo por debaixo do pano derrubou e elegeu presidentes, é de se imaginar os efeito a nível nacional, de uma mídia que se impõe abertamente.


Diogo S.Campos

quarta-feira, 13 de maio de 2009

TV Digital o que é?

O que é TV Digital?

Em um país em que a televisão está presente em nove de cada dez lares, muitos dos consumidores de mídia televisiva não sabe muito bem o que significa a mudança do sistema de transmissão analógico para o sinal digital.

Muitos menos que quando o sinal analógico deixar de existir e se, o novo sistema adotado será acessível para todas as classes sociais.

Esse meio de comunicação em massa presente desde os lares da classe assalariada até milionários, já passou por vários períodos de transformação e renovação fica a pergunta agora o país está preparado para essa mudança?

Esse sistema televisivo é realidade em outros países e o Brasil, é considerado atrasado.
Hoje o sinal digital está disponível em algumas cidades de diversos estados como: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.

O grande desafio agora é difundir a TV Digital, pois o custo dos conversores é alto em relação à renda da população o preço médio avaliado fica entre R$ 700,00 e R$ 800,00. O governo está apoiando projetos para baratear o custo, mas ainda será em torno de: R$199,00 e R$: 299,00. Sem contar o valor dos aparelhos de TV que possuem os conversores acoplados e passam da casa dos três dígitos.

Democratizar e informar sobre TV digital essa é a idéia!

Keli Wolinger

segunda-feira, 11 de maio de 2009

10 anos sem Manchete!

















Há exatos dez anos e um dia, o telespectador brasileiro perdia a Rede Manchete de Televisão. No dia 10 de maio de 1999, foram encerradas as transmissões de uma emissora que se destacou por suas grandes novelas, programas infantis, musicais e jornalísticos.

Em 19 de agosto de 1981, em Brasília, o empresário Adolpho Bloch assinou um contrato para a implantação de uma nova emissora. O nome do novo canal seria o mesmo da revista Manchete, também do Grupo Bloch. Com um investimento de cerca de 50 milhões de dólares, surgia então a Rede Manchete de Televisão.

Com emissoras próprias em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife, a nova TV estreou em 5 de junho de 1983, um domingo. No lançamento, foi exibido um vídeo onde uma nave em formato de "M" (logotipo da Manchete), sobrevoava cidades brasileiras.

O primeiro programa exibido foi o musical Mundo Mágico. No decorrer dos anos, programas como Conexão Internacional, Bar Academia, Jornal da Manchete, Clube da Criança, Tamanho Família, Repórter Manchete e Na Rota do Crime marcaram época.

A dramaturgia, lançada em 1984, teve sua estreia com a minissérie Marquesa de Santos. Nos anos seguintes, vieram novelas como Dona Beija, Kananga do Japão, Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão, Xica da Silva e Brida.

Em meio a exibição de marcantes atrações durante quase duas décadas, também se entendeu uma crise financeira iniciada em 1986. Nessa época, a Manchete já acumulava um prejuízo de 80 milhões de dólares e uma dívida que chegava a 23 milhões de dólares.

Após varias tentativas de salvar a emissora no decorrer dos anos, em 1999, a família Bloch arrendou a programação para a Igreja Renascer em Cristo. Pelo acordo, a Renascer se responsabilizaria pelas finanças e pela programação durante um período de 15 anos.

Depois de um mês nas mãos da Renascer, a Manchete retornou ao comando do grupo Bloch. O arrendamento foi desfeito devido à falta de pagamento da primeira parcela do contrato.

Em 10 de maio de 1999, depois de várias reuniões, concretizou-se a venda da Manchete para o Grupo TeleTV, grupo do empresário Amilcare Dallevo Júnior. Era o fim da Rede Manchete de Televisão e o início da RedeTV!

(créditos site Natelinha)


Retirado do Blog Audiência de Tv

quarta-feira, 6 de maio de 2009

TV digital: publicidade irá muito além do comercial de 30 segundos

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 25 de novembro de 2007 às 07h00
Atualizada em 27 de novembro de 2007 às 10h45
São Paulo - Alta-definição e interatividade transformarão a experiência de produzir e assistir anúncios na TV.

A chegada da transmissão digital aos lares brasileiros, marcada para 2 de dezembro, promete muitas mudanças na forma como vamos nos relacionar com a TV no futuro. Mas não é só o telespectador que deve sofrer os efeitos desta transformação: a publicidade terá que se reinventar, indo muito além do comercial de 30 segundos para aproveitar todos os recursos e superar os desafios deste novo canal de diálogo com o consumidor.Junto com a programação, as emissoras poderão enviar ao telespectador dados e aplicativos, o que significa que uma propaganda poderá, por exemplo, trazer informações adicionais sobre o produto anunciado ou sobre o anunciante, telefone de contato, endereço das lojas, entre outros dados relevantes para o potencial consumidor.
Mas este é apenas um exemplo simples do que a tecnologia pode oferecer. Com a interatividade, proporcionada por um canal de retorno - que possibilita a comunicação entre o telespectador e a emissora -, é possível ir muito além, concretizando a própria venda pelo controle remoto da TV.E isso não se restringe aos limites da tradicional “hora do intervalo comercial”. As ações de merchandising, que antes consistiam em tentar encaixar um produto dentro do contexto de um capítulo de novela ou entre uma e outra atração de um programa de variedades, ganham novos contornos com a TV digital.Se o usuário gostar da roupa que uma atriz está usando na novela, será possível, pelo menos tecnologicamente, comprar essa roupa em um clique. “Um ícone pode aparecer no canto da tela, indicando que a aquele produto está à venda. Quem quiser saber mais clica, quem não quiser continua assistindo a novela sem interrupções”, exemplifica Rodrigo Araújo, direto da EITV, desenvolvedora de software para TV digital.“A tendência é que a publicidade esteja cada vez mais dentro do próprio conteúdo”, define Cyd Alvarez, presidente da Associação Brasileira de Propaganda (ABP). Para as agências, isso significa estar mais perto do consumidor. Para as emissoras, novas possibilidades de faturamento. Para o telespectador, novos canais de acesso a produtos e serviços
Mas se o futuro parece reservar oportunidades para todos, o presente ainda traz muitas perguntas sem resposta. A começar pela questão da interatividade, que não estréia junto com a inauguração da TV digital, no dia 2 de dezembro.Os primeiros aparelhos, que devem chegar à loja pouco antes da estréia do sinal, não trazem o software que permitirá rodar aplicativos e explorar as possibilidades de interatividade.Esse software, chamado Ginga, é como o sistema operacional de um computador - sem ele, não tem como rodar outras aplicações, como um processador de textos ou navegador de internet.As especificações do Ginga foram feitas no Brasil, por um grupo de pesquisadores locais, e, na prática esse software, mais conhecido como middleware, ainda está sendo testado. Os primeiros aparelhos com o Ginga embutido devem chegar apenas em meados de 2008, segundo projeções do Instituto Genius, uma das entidades que participa das chamadas implementações de referência. Segundo Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), esse prazo pode se estender ainda mais, para o final de 2008.Mesmo com a questão da plataforma de software resolvida, outros desafios se impõem aos anunciantes interessados em avançar no terreno da interatividade. Um deles é o canal de retorno. Para poder interagir em tempo real com a emissora - para fazer comprar pela TV, por exemplo, é preciso ter uma forma de enviar informações de volta à emissora. Esse canal de retorno pode ser a internet, se o usuário tiver banda larga, ou uma linha telefônica (sistema usado pelas TVs pagas para que o usuário compre conteúdos por pay per view, por exemplo). No caso das TVs por assinatura, quem paga a conta desse canal de retorno é o provedor de conteúdo, mas para a TV aberta ainda não há modelo definido.Outra questão é como as emissoras, que até hoje basicamente enviavam informação, vão dar conta desses dados que voltam. “Imagine se dois milhões de consumidores resolverem comprar um produto ao mesmo tempo. Será que as emissoras têm estrutura para isso?”, questiona Alvarez, da ABP.Novos formatos de publicidade também devem surgir de carona nas aplicações. As emissoras poderão, por exemplo, vender espaços publicitários dentro da janela que exibe os resultados dos jogos durante uma mesa redonda ou as receitas, em um programa de culinária.“Se um usuário clicar entrar em um anúncio e comprar algo pela TV, quem vai cobrar? A emissora vende um espaço publicitário ou vai ficar com parte do lucro com a venda do produto? Os departamentos comerciais podem até estar vislumbrando essas possibilidades, mas nada está definido”, opina Mário Fried, gerente de projetos de TV Digital do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, o C.E.S.A.R.De cara, os anunciantes que quiserem tirar algum proveito da TV digital, terão que se preparar para produzir anúncios em dois formatos: o tradicional (4:3) e o widescreen (16:9), que se assemelha à tela de cinema. Do contrário, quem assistir o anúncio feito para TV convencional em TVs widescreen, verá tarjas pretas nas laterais e quem assistir anúncios feitos para TV digital em TV convencional, verá a propaganda com tarjas pretas em cima e em baixo, para completar o tamanho da tela.Produzir comerciais em alta-definição também é uma possibilidade, mas envolve custos. “As produtoras e agências terão que investir em equipamentos”, aponta Alvarez, da ABP. A veiculação de anúncios em alta-definição e com conteúdos interativos também deverá ter preços diferenciados, segundo José Marcelo Amaral, vice-coordenador da área de mercado do Fórum SBTVD e diretor de tecnologia da Record.“Para enviar dados ou utilizar alta-definição, o anunciante vai usar uma parte maior do meu canal, portanto a cobrança poderá ser feita pelo uso do espectro”, exemplifica o executivo. “O tempo de exibição do anúncio também terá que ser maior, afinal a interatividade terá que acontecer enquanto ele estiver no ar”, acrescenta Amaral.Apesar de todas as dúvidas, uma certeza prevalece entre os especialistas do mercado: a TV digital mudará radicalmente os paradigmas da publicidade. O comercial de 30 segundos, que reina absoluto como formato padrão de publicidade na TV, podenão morrer, mas perderá força, especialmente com a chegada de aparelhos que trazem gravadores integrados e permitirão ao consumidor simplesmente “pular” os intervalos. Se reinventar, será questão de sobrevivência para emissoras e anunciantes.


http://idgnow.uol.com.br/telecom/2007/11/24/idgnoticia.2007-11-24.5876066434/

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A TV e a Criança

Leonardo Nogueira de Deus.


A TV é, como todos sabem, o meio mais eficaz de divulgar uma mensagem ao maior número possível de pessoas. Mas, quais pessoas? Qual mensagem? A resposta: qualquer mensagem para qualquer pessoa que esteja em frente ao aparelho de TV.

Como resultado da diversidade de interesses, temos um número infindável de mensagens sendo captadas e assimiladas por quem não deveria, em princípio, recebê-las. Podemos citar como exemplo as constantes cenas de violência a que somos submetidos, cada vez com maior intensidade, dentro de nossos lares, na suposta intenção de nos manter informados sobre os perigos do mundo atual. Naturalmente, uma mente esclarecida sabe distinguir o real da ficção, o exagero do fato acontecido, procura confrontar diferentes fontes de informação antes de emitir juízo a respeito. Mas, e as crianças? Cada vez mais, temos crianças como principais espectadoras desse espetáculo, por vezes grotesco, que nos vêm através desse meio de comunicação.

Outro exemplo significativo são as cenas eróticas que, igualmente, aparecem cada vez com maior freqüência. São um estímulo à erotização precoce das crianças. Hoje, as crianças não querem mais usar roupas de criança. Querem roupas iguais às dos adultos. Querem parecer atraentes, embora ainda não tenham consciência do que seja um romance, da carga de emoções envolvida, e, além disso, ainda não querem realmente um namoro. Querem apenas imitar os adultos em seus modos, suas atitudes, sem saber exatamente o que isso significa.

Esses foram apenas dois exemplos relativos ao conteúdo. Mas, independente do conteúdo, há outro problema inerente a esse meio de comunicação. Ele não convida à reflexão. As imagens se sucedem de forma muitas vezes desconexa, apresentando vários assuntos em um curto espaço de tempo. A criança, muitas vezes, não compreende o que está vendo. Apenas assiste passivamente, assimilando imagens sem ter critério para saber quando deve parar de assistir. Em conseqüência, essas imagens vão atormentar a mente da criança, que vai dormir com lembrança de imagens confusas e tenebrosas, que não sabe o que significam, e nem sabe exprimir de forma coerente para que alguém possa esclarecê-la.

Cabe aos pais ou responsáveis tomar atitudes positivas e coerentes no sentido de evitar o uso indiscriminado da televisão por seus filhos. Não é uma tarefa fácil. Se não vêem na própria casa, vêem na casa dos amigos, dos vizinhos, dos parentes. Com esse argumento, muitos pais simplesmente desistem de exercer seu controle e acabam por não se importar que seus filhos fiquem acordados até tarde e até colocam televisão nos quartos. Dizem “não adianta mesmo”, e acabam abandonando seu papel de educadores, deixando que os “profissionais” da comunicação o façam. Exercer controle não é fácil, mas virar as costas ao problema acaba por aumentá-lo, acumulando problemas educacionais para o futuro, quando se tornam ainda mais graves.


sábado, 2 de maio de 2009

TV aberta se atualiza para garantir espaço junto à internet

TVs abertas repensam suas estratégias online e preparam projetos mais agressivos para a distribuição de conteúdo em vídeo na Internet.
Em agosto, a rede americana NBC deu um valioso exemplo no uso da Internet por uma TV aberta, ao adquirir os direitos também para outras mídias e disponibilizar parte do conteúdo dos jogos Olímpicos aos usuários da rede. Segundo uma pesquisa da própria NBC, apresentada por Larry Gerbrandt, da Media Valuation Partners, durante o Congresso TV 2.0, 50% dos espectadores online das Olimpíadas na NBC disseram que usaram a Internet para alcançar (ou “catch up”) os esportes que haviam perdido. Outros 40% queriam assistir novamente alguma coisa que tinham assistido primeiro na televisão. E apenas 2% usaram apenas a Internet como meio para acompanhar as Olimpíadas. Esses resultados desmistificam o uso da Internet em substituição à televisão, já que, no período, a média diária de espectadores no prime time foi de 27,5 milhões. Na Internet, foram cerca de 1,5 milhão de streamings diários.
Ainda que seja uma realidade diferente da brasileira, esses resultados – e as experiências das redes americanas em exibir episódios de seus seriados online logo após a estréia na televisão – mostram que a Internet não precisa ser, necessariamente, a vilã na guerra de mídias: é possível tirar proveito de suas características para alavancar a audiência dos programas televisivos e interagir de forma mais próxima ao espectador.
No Brasil, as TVs abertas já estão fazendo as suas apostas. Seja com conteúdo idêntico àquele exibido na televisão, seja com conteúdos desenvolvidos especialmente para a mídia, seja com modelos de negócios baseados em publicidade, seja com conteúdo pago, as emissoras têm reformulado as suas páginas de Internet para oferecer mais vídeos e maior interação com os consumidores daquela que é uma das mais tradicionais e inabaláveis mídias brasileiras.
Fragmento da matéria de Daniele Frederico para a revista Tela Viva. Para saber mais entre no site: www.telaviva.com.br

quinta-feira, 30 de abril de 2009

TV DIGITAL : Você que está aí em casa

Por Nelson Hoineff em 28/4/2009

O usuário brasileiro ainda não entendeu – porque não lhe deram a oportunidade para isso – que neste momento, no Brasil, a TV digital terrestre não se limita à questão das transmissões em HDTV ou à ocupação do espectro com multiprogramação (três ou quatro programações diferentes vindas pelo mesmo espaço físico). Para o consumidor final, isso não faz a menor diferença – e nem vai fazer por um bom tempo.
Há, porém, um aspecto de outro atributo da TV digital, a mobilidade, que a princípio estava negligenciado, mas que mostra agora que a questão é bem outra. Um sinal veemente disso pôde ser visto semana passada por meio de uma declaração do presidente da Abert, Daniel Pimentel Slaviero, que passou despercebida pela grande imprensa. Slaviero afirmou, em defesa do que dissera em Los Angeles o presidente da NAB, David Rehr, que as transmissões móveis são as mais evidentes fontes de novas receitas para as emissoras de televisão.

Essa é a única grande questão que se instala hoje no desenvolvimento das transmissões digitais terrestres no Brasil. O conteúdo para TV móvel não deve – e não pode – ser o mesmo para a TV fixa. Não se trata de mero exercício de retórica, mas da constatação de por onde está caminhando o modelo de negócios em televisão.

Hora do almoço

Até ontem, a televisão era fixa. Ficava presa a um canto da sala ou do quarto de dormir. Ainda hoje todos os narradores, especialmente os esportivos, referem-se aos telespectadores como "você que está aí em casa". Em dois anos, isso será tão politicamente incorreto quanto referir-se de forma debochada à etnia do participante de um show.

O rádio também já foi fixo. Hoje não é fácil encontrar alguém que ouça rádio em circunstâncias que não sejam móveis: no automóvel ou preso ao próprio braço, por exemplo. O telefone, este era fixo até ontem. Uma linha móvel, na década passada, custava dez mil dólares – e mesmo depois disso as ligações originárias de aparelhos celulares eram muito mais caras que as originárias de telefone fixo. Isso mudou. O resultado é que as redes fixas estão perigosamente ociosas e ninguém mais utiliza um telefone fixo se tiver um receptor móvel por perto.

Seu próximo celular (que cada brasileiro levará em média mais 8 meses para comprar) terá como item obrigatório a capacidade de receber sinais gratuitos de televisão móvel. Por enquanto há tão poucos aparelhos no mercado que os sinais são os mesmos que os entregues aos televisores fixos. Mas, quando, num piscar de olhos, o espectador brasileiro estiver assistindo televisão no ônibus ou durante o almoço, o seu horário nobre terá mudado.

A dona de casa que hoje vê televisão aberta pela manhã pode gostar muito de Ana Maria Braga, mas o problema está no fato de que os trabalhadores que estão no ônibus no mesmo horário preferem ver os gols da rodada, por exemplo. A TV tem três alternativas: derrubar quem está em casa, derrubar quem está no ônibus, ou entregar a cada um o que ele está querendo ver.
Até agora, o horário nobre é definido como o espaço de tempo compreendido entre o momento que o cidadão chega em casa e a hora em que ele vai dormir. Isso no Brasil acontece entre 19 e 23h. Por isso, 82% das receitas publicitária emanam daí.

Daqui a alguns meses não será assim. Os horários nobres serão também os do ônibus, o do almoço, o de qualquer momento em que o espectador tenha com sua TV uma relação mais individual, porque ela não estará pendurada em lugar algum; estará na palma da sua mão.

Artefato monolítico

As plataformas digitais podem não conseguir implantar cenários de multiprogramação – pelo menos entre os canais privados brasileiros – e o cenário do HDTV será pouco mais do que uma continuidade do que acontece. O povo já está se acostumando à idéia de que a televisão que lhe é oferecida por 7 mil reais lhe dá o grande atrativo de ver com mais nitidez as rugas do Faustão – e isso não lhe parece muito excitante.

Assistir televisão por aparelhos portáteis, no entanto – sejam receptores ou, caso mais provável, celulares com esse serviço –, vai estimular ao paroxismo a competitividade e obrigar as estratégias de programação que fujam do marasmo. Executivos de programação são hoje pagos para ver o que o outro está fazendo e fazer parecido. Isso é tudo o que existe de criação, no momento, na televisão brasileira. Não é um cenário estimulante para a inteligência e nem para a indústria.

A novidade é que o advento incontornável da TV móvel pode fazer com que posições de audiência sofram alterações dramáticas da noite para o dia. O novo espectador de televisão não é o "você que está aí em casa". É o individuo que está em qualquer parte e que não compartilha o que está vendo. É principalmente o jovem, que abandonou a televisão porque aquilo que está pendurado na parede lhe trata como débil mental.

A programação móvel vai buscar o espectador onde ele estiver. Pode continuar tratando-o como um idiota, mas se alguém quiser um conselho de graça, é bom que não o faça. A garotada caiu fora da TV porque sabe que não é oligofrênica. Seu próximo celular vai receber sinais de TV aberta. Os burocratas que estão procurando o que há de novo para copiar acreditam, por exemplo, que programação para teenagers é a que tenha surfistas ou gatinhas tatuadas. Desconhecem que antes de pensar no conteúdo que irá para a tela o que importa é descobrir a maneira de voltar a falar com uma galera que durante muito tempo a televisão emburreceu, entorpeceu, humilhou.

A TV está se tornando mais individual e isso não tem volta. Essa é a melhor chance que as TVs comerciais já tiveram para alterar os cenários vigentes há cinqüenta anos. É também a primeira chance que a televisão pública terá para mostrar que não está tomando dinheiro do povo para exibir baboseiras de última qualidade. A TV móvel é uma instância bastante adequada para se buscar um novo diálogo com um espectador que caiu fora da TV porque foi sistematicamente insultado por ela. Um jovem que aprendeu a lidar com a possibilidade de escolha e decidiu não ficar parado diante de um artefato monolítico pendurado em casa.

Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=535TVQ001

domingo, 26 de abril de 2009

Na TV também existem erros.

Quais foram as 10 maiores mancadas da TV brasileira?

por Artur Louback Lopes

1. Ricupero: "Eu não tenho escrúpulos"
ANO - 1994
EMISSORA - Globo
MANCADA - Quem tinha antena parabólica e via o canal 23 por volta das 20h30 do dia 1º de setembro acompanhou um acontecimento histórico: depois de participar do Jornal Nacional, o então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, se preparava para gravar uma entrevista para o Jornal da Globo. Enquanto as câmeras eram ajustadas, Ricupero conversava com o jornalista Carlos Monforte. Mal sabia ele que o papo estava sendo captado pelas parabólicas. Descuidado, declarou: "Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura; o que é ruim, esconde"
REPERCUSSÃO - Três dias depois da célebre mancada, Ricupero afastou-se do governo Itamar Franco. Ciro Gomes assumiu o posto

2. Bispo chuta imagem de Nossa Senhora
ANO - 1995
EMISSORA - Record
MANCADA - Para mostrar que a Igreja Universal do Reino de Deus não cultua imagens de santos, o pastor Sérgio Von Helder deu socos e pontapés em uma imagem de Nossa Senhora Aparecida bem no dia da santa (12 de outubro). Enquanto aplicava os golpes - exibidos nos programas Despertar da Fé e Palavra da Vida - o bispo dizia: "Isso não é Deus coisa nenhuma"
REPERCUSSÃO - Com medo de perder fiéis, Edir Macedo, o poderoso chefão da Universal, pediu desculpas publicamente, quatro dias após a "santa surra"

3. Sílvio Santos cai no tanque de água
ANO - 1992
EMISSORA - SBT
MANCADA - Para sair do marasmo, Sílvio Santos resolveu fazer uma gracinha durante o Topa Tudo por Dinheiro. Na clássica brincadeira em que uma pessoa senta em uma prancha sobre um tanque de água e outra joga bolinhas para derrubá-la, Sílvio decidiu testar a prancha. Aconteceu o óbvio mais surpreendente possível: ele caiu na água de terno e tudo, bagunçando o penteado inabalável
REPERCUSSÃO - Se fosse outra pessoa, o episódio podia acabar em demissão, mas como se tratava do dono do canal, o "tibum" se transformou em mais uma das fantásticas histórias envolvendo Sílvio Santos

4. Galvão troca as bolas na Copa de 74
ANO - 1974
EMISSORA - Gazeta
MANCADA - Na Copa de 74, o jovem locutor da Rádio Gazeta Galvão Bueno foi convocado para narrar videoteipes de alguns jogos pela TV da mesma empresa. No jogo Alemanha Oriental x Austrália, Galvão narrou vários minutos pensando que a partida era Bulgária x Suécia. Os uniformes eram parecidos com os de alemães e australianos, só que búlgaros e suecos só jogariam no dia seguinte...
REPERCUSSÃO - A Gazeta nunca teve grande audiência, por isso pouca gente acompanhou a gafe.

5. Brida termina com resumo da história
ANO - 1998
EMISSORA - Manchete
MANCADA - Depois de tentar de tudo para levantar a audiência da novela Brida - trocaram os roteiristas, inventaram novos papéis, turbinaram as cenas de sexo -, a Manchete optou por uma alternativa drástica: cortou a história no meio e botou um narrador contando o que aconteceria até o final
REPERCUSSÃO - Para não correr riscos, a Manchete reprisou o megasucesso Pantanal no horário de Brida. Mas não adiantou: a audiência continuou baixa e a emissora naufragou de vez alguns meses depois

6. Avallone e Milton Neves quebram o pau
ANO - 1997
EMISSORA - Gazeta
MANCADA - Roberto Avallone caiu na besteira de duvidar da ética de Milton Neves, que compareceu ao Mesa Redonda (então comandado por Avallone) para se defender. Durante 40 minutos os dois só faltaram sair no tapa. Entre frases como "Perdoai esta anta que não pára de falar", Milton Neves declarou: "Existe um homossexual nesta mesa". O tempo fechou, mas o tal homossexual não saiu do armário
REPERCUSSÃO - A audiência foi às alturas e a dupla seguiu a disputa nos tribunais. Avallone perdeu e teve de fazer uma doação a um asilo de Muzambinho (MG), cidade natal de Milton Neves

7. Vanucci come bolacha no ar
ANO - 1998
EMISSORA - Globo
MANCADA - Para manter seu padrão de qualidade, a Globo mantém regras de conduta rigorosas nas suas dependências. O apresentador Fernando Vanucci resolveu desobedecer uma delas (proibido comer no estúdio), mas foi além: durante o Esporte Espetacular ele entrou no ar comendo uma bolacha
REPERCUSSÃO - A bolacha foi a tampa da sepultura que Vanucci vinha cavando na Globo havia muito tempo (na Copa de 94, por exemplo, ele se queimou dizendo que não gostava de futebol). Depois de afastá-lo por alguns dias, a emissora resolveu demiti-lo, colocando fim a uma parceria de 26 anos

8. Bial: "Isso é coisa de veado!"
ANO - 1998
EMISSORA - Globo
MANCADA - As pessoas que viam a matéria sobre o Balé Kirov no Fantástico de 3 de maio ouviram, no meio da matéria, um comentário do apresentador Pedro Bial em alto e bom som: "Isso é coisa de veado!". Bial e sua parceira de estúdio Glória Maria continuaram o programa normalmente, mas os telefones da Globo começaram a tocar loucamente
REPERCUSSÃO - Dias depois, a Globo admitiu a falha em um relatório oficial, mas poupou Pedro Bial da culpa. Segundo a emissora, um equipamento tinha apagado a fita pela metade, deixando parte do áudio gravado em outra ocasião

9. Galvão solta o verbo com Pelé
ANO - 1994
EMISSORA - Globo
MANCADA - Novamente a Globo caiu na armadilha das parabólicas, que desta vez (durante a Copa de 94) captaram Galvão Bueno discutindo com algum diretor que reclamava dos comentários de Pelé: "Só se eu matar ele [Pelé], cara! Ele mete a mão no microfone, abre e fala. Quem contratou, conversa, pô." Tudo no ar!
REPERCUSSÃO - O Brasil ganhou a Copa e tudo ficou em paz. Bastou a seleção faturar o caneco para Pelé e Galvão saírem abraçados gritando: "É tetra! É tetra!"

10. Casal bate boca no Jornal
ANO - 1993
EMISSORA - SBT
MANCADA - Mais um dia, mais uma edição do Jornal do SBT. Nada de novo, até que a âncora Leila Cordeiro dá uma bronca no parceiro de estúdio e marido, Eliakim Araújo: "Peraí, pára, pára tudo! Pô, assim não dá, Eliakim, você só fica reclamando! Pára um pouco!" O programa era gravado, mas alguém botou no ar a fita errada e a mancada foi exibida
REPERCUSSÃO - O jornal saiu do ar e, longos segundos depois, voltou a ser transmitido desde o início, com a fita certa, claro. O casal segue junto até hoje

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/cinematv/pergunta_287327.shtml

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Olá Leitor,
Comecei a ler há algumas semanas dois livros muito interessantes, um é intitulado de Cultura da Convergência, do autor Henry Jenkins e o outro do autor Fernando Crocomo, TV Digital e Produção Interativa: a comunidade manda notícias, editora da UFSC. Aí veio a idéia de pesquisar um pouco mais e entender esses processos.
Encontrei diversas informações e uma matéria que me chamou atenção sobre a TV Cultura querer testar novas tecnologias na TV Digital. Na matéria fala que a Cultura vai fazer uma experiência de interatividade no seu terceiro canal, o Multicultura, além disso o canal pretende fazer mais, "queremos fazer transmissões experimentais em 3D", disse o presidente da Fundação Padre Anchieta (FPA), Paulo Markun
( fontes http://www.telaviva.com.br/ e http://www.direitoacomunicacao.org.br/ ). Para isso, a emissora está buscando soluções de produção na NAB 2009, em Las Vegas. Markun explica ainda que, como não existem receptores prontos para 3D no mercado, a emissora pode espalhar receptores em alguns pontos da cidade de São Paulo. Esse tipo de experiência "é função da TV pública", disse ele (informações encontradas nas fontes citadas). Segundo Markun, a oferta já vem sendo apresentada ao governo federal desde o início das transmissões digitais em São Paulo. A emissora começará a usar mais efetivamente as duas câmeras Viper, para cinema digital, até então usadas apenas na produção de alguns interprogramas.
O diretor de engenharia da emissora, José Chaves de Oliveira, explicou que só agora a TV Cultura conseguiu montar uma estrutura de finalização capaz de trabalhar com a Viper. Marcelo de Oliveira Amiky, diretor de produção do canal, conta que os primeiros trabalhos serão telefilmes feitos em parceria com as produções independentes. O primeiro deles deve começar a rodar na próxima semana. “Queremos também produzir para cinema”, diz Markun. Entre os projetos da emissora está um longa-metragem do infantil “Cocoricó”, que já tem sua nova temporada produzida em alta definição.
No livro de Henry Jenkins ele se refere a convergência diante do “fluxo de conteúdos através dos múltiplos suportes midiáticos, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam”.
Comente sobre o assunto e coloque aqui informações que você tem sobre o assunto. Vamos interagir através desse e dos outros meios que criamos.
Maria Rosa Barcellos

terça-feira, 21 de abril de 2009

Jogo na comunidade do orkut

Olá leitor!
Em nossa comunidade no orkut está acontecendo um jogo. As perguntas são sobre televisão.
O jogo vai durar 3 semanas e você ainda tem chances de participar e ganhar. Quem responder mais perguntas corretamente vai ganhar um ótimo prêmio... 30 reais em créditos para o seu celular.
Dê uma olhadinha nas regras e participe!!!

Link do jogo: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=84735257&tid=5325175761087879514&start=1

:)

domingo, 19 de abril de 2009

Ativo Passivo

A dúvida quanto a uma mídia que se impõe (leia mais em nossa comunidade Televisão: a Caixa de Pandora? FORUM “Mídia que se impõe”) está também relacionada com a capacidade de receber informações dos espectadores. O grau de instrução é fator fundamental no debate sobre mídias “partidárias” –não no sentido político da palavra, apenas como defensoras de uma idéia-, a partir desse ponto dividimos os espectadores em Ativos e Passivos.
Dias atrás em uma breve discussão em aula sobre a temática, fomos questionados sobre o que seria um espectador passivo, um ativo, e como se distinguem. O debate foi interrompido, mas toma novamente forma aqui.

Reféns da Televisão. Pode-se dizer de um espectador passivo, e não apenas da televisão, de qualquer mídia de comunicação. Um espectador passivo é geralmente a pessoa sem um grau de instrução muito alto, mas isso não significa chamá-la de analfabeta, temos um grande número de passivos entre universitários, ou mesmo pessoas com grau superior. Não é necessário ir muito fundo na análise para se identificar um deles, basta observar quais são os que apenas balançam a cabeça afirmativamente e fazem anotações quando um professor defende suas idéias pessoais, e depois fazem o mesmo quando o professor seguinte defende suas idéias, opostas ao do primeiro. Ora, se concorda com um, irá discordar do seguinte, já que suas idéias entram em conflito, mas o espectador passivo não tem opinião formada, tão pouco fundamentos e argumentos para defender pontos de vista, provavelmente ficará sempre sobre o muro, esperando para ver o resultado de um embate.

Protestantes. Espectadores ativos são mais admiráveis, mas também facilmente detestáveis. Poucos gostam de quem se opõe a tudo, tem sempre um argumento ou algo a dizer, tem uma opinião formada. Discordam do que William Bonner fala. Admiram Arnaldo Jabor, mas não necessariamente concordam com ele. Discutem com Magru Floriano. Distingui-los? É fácil, balançam a cabeça negativamente quase o tempo todo, soltam sorrisos irônicos de tempos em tempos, são os “filtros da sociedade”, ser um espectador ativo é absorver só aquilo que de produtivo há nas mídias de comunicação, é escutar, ler, assistir, e principalmente, interpretar tudo isso.

O espectador passivo absorve tudo sem qualquer interpretação, e ao entrar em uma discussão usará apenas de argumentos citados por outros, terá frases prontas e usará pensamentos de outros como se fossem seus. Ter informações, não é o mesmo que ter uma opinião. É apenas um passo, ser um espectador ativo, um diferencial para a sociedade, exige perder a insegurança e a vergonha e abrir a boca para dizer “Mas que merda é essa que você está falando!?”

Diogo S.Campos

Educação e mídia televisiva: uma relação polêmica

A evolução tecnológica do planeta, principalmente, a partir dos anos 60-70 do século passado, com a chamada Revolução Técnico-Científico-Informacional, vem provocando profundas transformações nas formas de acesso ao conhecimento. Já é coisa de um passado distante imaginar a escola como único e até principal forma de acesso ao conhecimento. Com isso, uma grande discussão atinge a sociedade já há algum tempo: qual o papel da escola e das outras formas de acesso ao conhecimento, como a mídia televisa, para o aprendizado de milhões de crianças e jovens no planeta?
A escola parece ter ficado no passado, ainda desenvolvendo técnicas de aprendizado que lembram o Século XIX, ou seja, ainda o conhecimento é transferido, com poucas exceções, através da velha técnica do cuspi e do giz. Com o avanço tecnológico, esse tipo de aprendizado ficou desinteressante e obsoleto para grande parte dos estudantes, dando margem para a penetração de informações oriundas de outras fontes, como a TV e a Internet, mais recentemente.
A diversificação das fontes do conhecimento é um ponto positivo, o problema é que a escola começa a ter um papel secundário nesse processo. O tempo de acesso de uma criança a uma TV ou a uma rede de computadores como a internet tem sido crescente e, em alguns casos, assustador. Talvez essa seja uma preocupação importante para ser estudada e discutida.
Em muitos casos, a informação sem controle de qualidade da TV, para ficarmos nesse caso específico da mídia televisa, acaba provocando um processo de desinformação quando não se tem disponível o contraditório, ou seja, a escola como um canal de segurança, filtragem e de debate dos conhecimentos adquiridos fora do meio acadêmico. Além disso, temos os interesses econômicos e políticos envolvidos em noticiários e em propagandas expostas pela TV. Em muitos casos, a TV acaba sendo um vendedor eletrônico, onde pouco importa pensar no meio de comunicação como um canal de utilidade pública.
Importante ressaltar que os meios de comunicação, como a mídia televisa, não devem ser encarados como um aspecto negativo da informação, ao contrário. Imagina negarmos a importância de um documentário sobre nutrição ou medicina desportiva produzido por profissionais capacitados. Mas a história recente da mídia televisiva no Brasil, para ficarmos num caso particular, é marcada por influências que chegam a contradizer informações acadêmicas, muitas vezes em função da desinformação do profissional de mídia, como dos interesses econômicos que vendem informações como forma de obtenção de lucros. Vide opiniões equivocadas relacionadas a setores como nutrição, medicina e atividades físicas.
É fundamental desenvolver trabalhos que possam aproximar o conhecimento acadêmico dos meios de comunicação. Há uma profunda distância entre esses dois segmentos. É preciso que a sociedade discuta o papel dos meios de comunicação nesse processo de aprendizagem de crianças e jovens. Qual é o papel dos meios de comunicação para a sociedade? Qual papel do Estado como agente regulador de uma concessão pública, como são os canais de televisão? A TV deve ser um meio apenas de entretenimento, sem nenhuma responsabilidade pelo que passa?
A escola precisa passar por um processo de modernização para ser o ator principal no acesso ao conhecimento. É um longo e difícil caminho, mas profundamente necessário. São inúmeras questões polêmicas expostas e que necessitam de um urgente debate, pois gerações estão sendo formadas por um processo pouco democrático, que visa, fundamentalmente, o lucro e que, muitas vezes, desinforma e cria seres humanos profundamente consumistas, mas com uma visão humanitária muito reduzida.

por Marcelo Coelho em seu blog
http://blig.ig.com.br/geomarcelocoelho/2009/01/23/educacao-e-midia-televisiva-uma-relacao-polemica/
em 23/01/2009 - 00:05

sexta-feira, 17 de abril de 2009

TV digital no celular vai explodir

da Folha Online


A Globo aposta na explosão do uso do telefone celular para sintonizar TV digital aberta gratuita nos próximos meses, informa a coluna Outro Canal, de Daniel Castro.

A TV digital para celulares é vista como uma tábua de salvação pelo próprio governo federal quando o assunto é fazer o novo sinal deslanchar no país.

Em maio chegarão ao mercado celulares receptores de TV digital a cerca de R$ 300. No início deste ano, aparelhos com esse dispositivo custavam de R$ 700 a R$ 1.200.

Caso tenham êxito na popularização do celular com TV, as emissoras podem criar um novo horário nobre, atingindo telespectadores em deslocamento. Essa experiência já é vivida em algumas cidades do Japão, com um pico de audiência também pela manhã.

A TV digital brasileira estreou oficialmente em 2 de dezembro de 2007, com uma festa para políticos e radiodifusores na Sala São Paulo (centro). Cerca de um ano depois, 0,3% da população tinham acesso ao sinal.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u547722.shtml

Cidades onde a TV digital está no ar

São Paulo
Emissoras: CBI, MTV Brasil, Rede 21, Rede Bandeirantes, Rede Globo, Rede Record, Rede TV, SBT, TV Cultura e TV Gazeta.

Belo Horizonte
Emissoras: Rede Globo, Rede Record e Rede TV.

Rio de Janeiro
Emissoras: Rede Bandeirantes, Rede Globo, Rede Record, Rede TV e TV Brasil (Radiobrás).

Goiânia
Emissoras: Rede Anhanguera de Televisão (afiliada Rede Globo) e Rede Record.

Curitiba
Emissora: Rede RPC (afiliada da Rede Globo).

Porto Alegre
Emissora: Rede RBS (afiliada da Rede Globo).

Salvador
Emissora TV Bahia (afiliada da Rede Globo).

Campinas
Emissora: EPTV (afiliada da Rede Globo)

Cuiabá
Emissora: TV Centro América(afiliada da Rede Globo)

Florianópolis
Emissoras: RBS (afiliada da Rede Globo)

Vitória
Emissora: TV Gazeta (afiliada da Rede Globo).

Uberlândia
Emissora: Rede Integração (afiliada da Rede Globo).

São José do Rio Preto
Emissoras: Rede Vida.

Teresina
Emissora: Cidade Verde (afiliada do SBT)

Santos
Emissora: TV Tribuna (afiliada da Rede Globo)

Aracaju
Emissora: TV Atalaia (afiliada da Rede Record)



Informações do site: http://www.dtv.org.br/materias.asp?menuid=3&id=11

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Redução da publicidade na TV espanhola

Devido à crise que também afeta as empresas privadas de comunicação, José Luis Zapatero, chefe do governo espanhol, anunciou que pretende reduzir drasticamente a publicidade na televisão estatal.

Acesse...

O que você pensa sobre isso?

LCD ou Plasma, o que é melhor para a sua próxima TV?

Texto retirado do Blog da Tv Digital, postado por Anderson Nilsen.

TV Plasma

Definição

As telas de plasma possuem um gás que, ao passar por um processo de ionização, assume o estado de plasma. O plasma gera raios ultravioletas, que atingem a superfície externa da tela, formando a imagem.
A televisão de plasma é digital e trabalha com o formato usado no cinema e em filmes de DVD. É o chamado widescreen, de medida 16:9 ou 16:10 (um retângulo).

Resolução da imagem

As imagens são de boa qualidade, mas, a rigor, não podem ser consideradas de alta definição. Há várias TVs de plasma de 42 polegadas com resolução de 852 x 480 pixels (480 linhas horizontais), e para ter uma boa qualidade, teriam que ter resolução de 720 linhas horizontais.
São poucos os displays de plasma com alta definição à venda, mas custam mais caro.

Pontos Positivos
Cores mais vibrantes;
Ângulo de visão mais amplo;
Contraste aprimorado;
Tamanhos de telas a partir de 42 polegadas;
Ideal para DVDs e sinal digital em widescreen 16:9

Pontos Negativos

Alto consumo de energia;
Ao ficar próximo da tela, ocorre o efeito “flicker” que cansa a vista mais rápido;
Latência de imagem: uma imagem exibida por muito tempo acaba queimando a tela. Para amenizar o problema, os fabricantes desenvolveram novas soluções como o “pixel orbitor”;
Deixa a tela “espelhada” se houver incidência de luz direta (por exemplo, janela aberta).


TV LCD

Definição

TVs de LCD têm uma lâmpada de luz branca (backlight), cuja luminosidade é filtrada pelos cristais líquidos da tela.

Resolução da imagem
Nas TVs de LCD com 32 polegadas, as telas já são de alta definição.
Estão prontas para a TV de alta definição (HDTV).
A resolução no LCD varia de 1024×768 a 1920×1080 pixels.

Pontos Positivos
São mais leves;
Consomem pouca energia;
Há quem diga que a tecnologia é mais promissora;
Imagens mais nítidas;

Pontos Negativos
Rastros na imagem em cenas muito rápidas (tempo de resposta).


LCD ou Plasma?

Outro cuidado que deve ser tomado é quanto à relação entre o tamanho da tela e o ambiente onde a TV vai ser instalada. Se o espaço é relativamente pequeno, de cerca de 10 a 15 metros quadrados, o mais indicado é um televisor de tela plana de cristal líquido (LCD, liquid crystal display) de 32 polegadas. Se for maior, os aparelhos de 42 polegadas, tanto de cristal líquido quanto de plasma, representam a melhor opção. E qual a melhor tecnologia: cristal líquido ou plasma? Considerando as transmissões em alta definição, o futuro parece favorecer o LCD, pois os fabricantes tem evoluído na relação de contraste da tela. Para imagens convencionais, que não sejam em alta definição, o cristal líquido pode ser pior até que o tubo convencional. Para se ter comparativo de investimento; uma TV LCD e uma de Plasma de um mesmo fabricante com as mesmas funções básicas:

- TV 42” LCD HDTV Ready, (1.024 x 768 pixels) - 2 Entradas HDMI - R$R$ 3.998,50
- TV 42″ Plasma - (1.024 x 768 pixels) - 2 Entradas HDMI, R$ - R$ 1.849,77



Caso você vá comprar uma, procure sempre pesquisar no site do fabricante da sua preferência pelo último modelo, com isto você terá mais tecnologia e os antigos problemas resolvidos.



Postado por Marília Seleme.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Televisão como prestadora de serviço social

Desde sua invenção no século XIX, a TV desperta interesse e fascínio em seus telespectadores. A necessidade da comunicação através de imagens é um ponto fundamental da natureza humana. Um exemplo dessa comunicação visual são as pinturas rupestres deixadas nas paredes das cavernas por nossos ancestrais.

A mídia televisa propõem uma forma de cominucação diferenciada, que une informação e entretenimento, tem por objetivo formar opiniões, críticas que questionem a realidade vivida e informações prontas para usufruto dos consumidores televisivos.

Seguindo uma via de rolamento contrária a este pensamento de televisão como facilitadora no processo de comunicação á quem afirme que a TV gera telespectadores passivos, que se encantam com o mundo fictício apresentado nas telas e esquece os problemas do mundo real.
É o caso de Peixoto que em sua obra Paisagens urbanas descreve: "A televisão contrapõe-se radicalmente à contemplação. Em primeiro lugar porque na TV a imagem passa por frações de segundo, sem exigir do observador a distância que convencionalmente requer um quadro ou uma paisagem. Assistimos à TV com uma atenção dispersa, sem concentração, apenas deixando que aquele fluxo ininterrupto nos atravesse." (Peixoto, 1996, p. 180)
Mas, ao seguir essa linha de raciocínio perde-se o contexto de televisão como mediadora entre a informação e o público massivo.

Alvo de muitas críticas por formadores de opiniões a teledramaturgia apresentada pela televisão brasileira é de primeira qualidade, mesmo que por razões de mercado a iniciativa cultural inserida em seu contexto é muito forte. Mesmo que se trate de ficção, a teledramaturgia representa uma variável importante no contexto social quando aborda assuntos polêmicos relacionados ao cotidiano da sociedade, como descriminação racial, homossexualismo, violência doméstica, estupro, ou corrupção. Neste contexto se percebe também que campanhas lançadas por estas obras contribuem para o benefício de muitas causas que em outro espaço não teriam tanta repercussão.

Situações como essas são realidade em nosso cotidiano, não se pode simplesmente aplicar a terapia do “se ouve e se vê”, ou seja, se ouve o que quer e se vê o que lhe convém. Os exemplos de programação citados, não são parâmetros de qualidade absoluta, ou verdade incontestável, são paralelos para absorção de conhecimento e informação.

O foco é a televisão como formadora social e os seus determinantes reflexivos. A Televisão não é uma máquina de manipulação de mentes, ou algo que rege as regras da sociedade. A mídia televisiva exerce grande poder sobre a massa por transmitir ideologias, trabalhar com imagens e sensações, integrar todas as regiões do país apesar de suas diferenças culturais e econômicas.
Como todo meio de comunicação em massa tem seu lado bom, e seu lado ruim. A análise crítica sobre o que é transmitido por este veículo, cabe á cada pessoa unicamente afinal," Somos todos iguais, porém diferentes".

Keli Wolinger.

domingo, 12 de abril de 2009

Dê uma olhadinha

Vale a pena você ler a matéria (Policial made in Brazil, de FABIANO CHAVES) sobre séries americanas na televisão brasileira.

Link: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1261&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=108054&IdTipoNoticia=1

A Caixa de Pandora


Existe um dito popular que expressa o seguinte:" A Curiosidade matou o gato", esta expressão pode ser aplicada para entender o significado da lenda da caixa de Pandora.

A curiosidade é um sentimento muito forte nos seres humanos, exatamente quando nos dizem não faça algo, uma força gigantesca dentro de nós nos impulsiona a agir ao contrário. Reza a lenda que tudo começou quando Prometeu (aquele que prevê) e seu Irmão Epimeteu (aquele que pensa tardiamente), ficaram incumbidos de dar vida e poderes aos seres que habiatavam a terra, para que esses lutassem contra a tirania de Zeus, que depois de matar seu pai, passou a cobrar devoção e sacrifícios do povo em troca de proteção.

Zeus irritado com o amor de Prometeu com os humanos, o aprisionou na parede de um penhasco na montanha com uma corrente inquebrável, todos os dias suas vísceras eram comidas pelas aves, como era imortal durante a noite os órgãos e restituíam e no dia seguinte as aves voltam e comiam novamente, assim era a sua tortura diária.

Antes de ser prisioneiro Prometeu deixou ao seu irmão Epimeteu a incumbência de não aceitar nenhum presente dos Deuses. Como forma de vingança Zeus, criou Pandora uma mulher dotada de muita beleza, inteligência e persuasão e a enviou de presente para Epimeteu. Junto com ela, ele enviou uma caixa e a recomendou que nunca a abrisse Pandora concordou, ela seduziu Epimeteu e o mesmo caiu em sono profundo.

Tentada pela curiosidade e desejando tornar-se uma deusa, Pandora quebrou sua promessa e abriu a caixa. Dessa forma liberou os males que atormentam a humanidade, como guerras, doenças e sentimentos impuros. Todos esses males foram guardados pelos deuses na caixa e Zeus sabia, devido a isso entregou a caixa Pandora, pois ela tinho algo que ele próprio colocou nela a "Soberba".

Antes que Pandora pudesse liberar a "Esperança" único dom guardado dentro da caixa ela a fechou. A caixa de Pandora era ruim? Depende qual o seu ponto de vista, afinal a esperança é ultima que morre"...


Texto de Keli Wolinger