sexta-feira, 26 de junho de 2009

De volta a Terra do Nunca


O assunto mais comentado do momento a morte de Michael Jackson é sensação em qualquer noticiário. A exploração a cerca do assunto gera informações um tanto bizarras como a chamada de capa do Meia Hora (Rio de Janeiro) "Nasceu negro, ficou branco e vai virar cinza" http://www.meiahora.terra.com.br/ , mas o que é inegável é que MJ revolucionou a cena dos clipes televisivos e tornou-se ícone dos anos 80.
Sua carreira profissional foi tão brilhante quanto controversa. "Por isso, não é à toa que muitos críticos afirmam que a revolução pop promovida por Michael Jackson o torna mais importante que John Lennon e Elvis Presley.Michael Jackson não foi apenas música. Foi moonwalk (e outros passos invejados por Fred Astaire), megashows, recorde de vendas e para quem ama TV, superclipes."(Ale Rocha - Poltrona TV)

Para todos fãs ou não, fica apenas as marcas da trajetória de Michael Jackson por essa terra quem sabe agora como dizem por ai ele estará de volta a "Terra do Nunca".

Keli Wolinger

Confira a Revolução do videoclipe: http://www.youtube.com/watch?v=AtyJbIOZjS8

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A dança dos Famosos




O nome pode soar familiar ao quadro do programa do Faustão, mas não é. Trata-se da troca de apresentadores entre as emissoras Record e SBT que se tornou a verdadeira “dança das cadeiras”.

Essa movimentação nos bastidores das concorrentes agitou a semana dos noticiários televisivos.
A largada inicial para a corrida pelo “ouro” começou quando a Record anunciou que contrataria Gugu Liberato, para seu quadro interino de funcionários. Quem imaginou que o homem do Baú sofreria um baque por estar prestes a perder um de seus apresentadores mais velhos da casa se enganou.

Silvio Santos cobriu a proposta da concorrente e deu um cheque mate na estratégia criada pela Record. Enquanto a concorrência alardeava o possível descontentamento do apresentador Gugu junto ao SBT, Silvio armou o contra ataque e chamou para seu time nada mais nada menos que Roberto Justus e Eliana.

O tiro certeiro da rede Record saiu pela culatra. Depois da polêmica possível contratação do Gugu (ainda indefinida) a emissora evangélica perde numa tacada só dois grandes apresentadores. Sobre levar a “última bolacha mofada do pacote” para sua grade de programação na minha opinião, a Record não fará um grande investimento visto que, Gugu já deu o que tinha que dar no Sistema Brasileiro de Televisão hoje seu programa é prolongado demais e explora o sofrimento alheio ao invés de entreter.

O que todos devemos concordar é que Silvio Santos deu um golpe de mestre e isso não se pode negar.

Rápidas e quentinhas



Rolam rumores que o Pânico e sua Trupe estão acertando os últimos detalhes para uma nova emissora. Adivinha Qual? SBT é claro, Silvio Santos vem aí... olé.... olé... ola.

E ele não para.... a partir de 8 de julho o sucesso do game “Show do Milhão”, case no início dos anos 2000 está de volta.

Novidades também na rede Globo dia 07 de julho estréia a Minissérie “Som e Fúria” com direção Fernando Meirelles.

Sem contar na aposta por audiência da Globo que mudou no último domingo (21/06 ) a forma de escolha do ganhador de “Jogo Duro” alternativa acertada, pois a manteve na liderança e garantiu a interatividade com o público.

Keli Wolinger.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Nova estratégia em Jogo Duro


O Jogo Duro deste domingo trouxe uma novidade, agora o público decide quem leva a grana pra casa. Quem levou a melhor na noite de ontem foi o barman e ator de teatro de rua, Paulo Andrade, 33 anos. As provas do jogo estão cada vez mais difíceis...baratas, ratos, sapos, cobras, enfim, diversos bichos estranhos e nojentos.

Ontem os participantes tiveram que superar, além do medo desses animais, o mau cheiro de um frigorífico com temperatura abaixo de zero. Tem que ter coragem para encarar essa maratona em busca de até R$30.000,00!

Com 61% dos votos Paulo foi o grande sortudo. Em entrevista ao site da globo (http://www.globo.com/) ele conta a experiência de participar do programa e também o que achou sobre essa nova forma de interagir com o público.


Maria Rosa Barcellos

domingo, 21 de junho de 2009

A FAZENDA E A GLOBO

Após a estreia de "A Fazenda" (Record), a única certeza que o telespectador tem é que o reality está movimentando as noites de domingo na televisão. Além dos barracos protagonizados pelos famosos, a Globo reforçou o "Fantástico" e estreou uma competição, o "Jogo Duro", apresentado por Paulo Vilhena.


Para enfrentar a eliminação de "A Fazenda" que fica quase duas horas no ar, a Globo atacou com chamadas para o "Fantástico", o concorrente direto do reality. Foi o que pode perceber o telespectador nas últimas semanas.

Em uma quinta-feira, quem acompanhava a novela "Caminho das Índias" foi surpreendido por Regina Casé e Patrícia Poeta anunciando o quadro "Vem com Tudo" em entrada ao vivo. No sábado à noite da mesma semana, Patrícia e Zeca Camargo entraram ao vivo no "Jornal Nacional". A Globo nega que essas investidas sejam reflexo da estreia de "A Fazenda", mas admite que as chamadas ao vivo para o "Fantástico" sejam uma novidade. A estratégia parece ter dado certo.

A gincana da Record perdeu três pontos em relação à estreia e passou de 16 pontos (dia 31) para 13. As principais críticas têm sido em relação ao ritmo lento. Por outro lado, os barracos protagonizados por Theo Becker viraram hit no YouTube.

A briga só está começando. A Record aposta alto em sua nova atração. Prova disso é que abriu espaço em toda a sua programação para alojar a gincana rural, que confina 12 famosos em uma fazenda em Itu. Até a exibição de "Promessas de Amor" e "Poder Paralelo" aos sábados foi sacrificada.

Diretor de teledramaturgia da Record, Hiran Silveira conta que a decisão de tirar as novelas do ar foi uma medida natural. "Eu não acredito que os telespectadores possam se sentir desagradados. Acho muito importante a estratégia de alavancar o produto ['A Fazenda'], uma vez que toda a programação poderá se beneficiar."



Retirado do site http://www.agora.uol.com.br/show/ult10111u579025.shtml, porém com algumas alterações.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Celebridades... mais um Tijolo...

Por Diogo S.Campos





Another Brick in the Wall

Quem não quer ser uma celebridade? Viver seus 15 minutos de fama, ou no caso do Big Brother, pode ser uma semana... até vááários meses, que parecem nunca terminar, você mal pode esperar para voltar a ver filmes nas noites de quinta feira.


Muitos reclamam do Big Brother, que é muita malicia, uma falta de vergonha e uma perda de tempo, mas estas mesmas pessoas sabem quem vai estar no paredão da terça feira, e é o que faz do BBB o carro chefe da audiência da rede Globo, superando até mesmo a novela das nove, seja ela qual for.


Os reality show foram tão bem vindos no Brasil que começaram a ser incorporados por outras emissoras. Lembra da Casa dos Artistas?




Sim, Silvio Santos investiu pesado neste seguimento, modelando (é claro) a sua maneira, como homem de visão que é (porque se não fosse, não teria conquistado tudo o que conquistou) conseguiu pegar o formato BBB e transformá-lo em mais um de seus programas de auditório, atendendo a 20 ligações de espectadores nas noites de domingo para decidir quem deixaria a morada. Vingou? Sim, durante alguns anos, mas não o suficiente para bater a concorrência. O que ficou na lembrança? A Playboy da Elen Roche... com certeza.




Estes são os maiores 15 minutos de alguém. No início, era fantástico ver uma exBBB na Playboy, Sabrina Sato, Íris, Manuella, Antonella, a “homarada” torcia para que elas saíssem da casa da Globo e rumassem para a Mansão da Playboy. Hoje, Playboy, Sexy, Paparazzo, tantas diversidades, tantos BBBs, e taaaaantas mulheres, que chegou a perder a graça. Não há mais o entusiasmo. Acostumamo-nos a todo início de ano, encarar a “maratona BBB”.



A Rede Record estreou agora o reality show próprio, “A Fazenda”, ao menos de inicio não parece estar agradando as expectativas que eram esperadas –e pessoalmente eu não gostei da versão caipira de “Staying Alive”. E no Poderoso Chefão, a rede Globo, “Jogo Duro” entra em cena, um novo formato para a rede, competir por dinheiro o tempo durante todo o programa, mas não tão novo para o SBT.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Na marca do Pênalti


Um programa de televisão assim como um time de futebol exige trabalho em equipe, integração, tática de defesa, estratégia de ataque e principalmente observar o rendimento do adversário.

Foi pensando nisso que a rede Globo lançou “Jogo Duro”, uma versão repaginada do ex programa “No Limite”(2001), que apostou na apresentação descontraída de Paulinho Vilhena, com a mescla de aventura de games de resistência. Na estréia sua audiência chegou a 22 batendo a concorrente Record que chegou a 14.

Todo o investimento no “reality game” veio para competir com a nova atração da rede Record “A Fazenda”, um reality show inspirado no Big Brother.

A jogada ensaiada da rede Globo alcançou o esperado, pois “A Fazenda” foi o tiro pela culatra da emissora dos bispos. Mesmo com a fórmula para tudo dar certo nas mãos o reality da Record não emplacou,o ritmo de monotonia do apresentador seguido de várias falhas da produção do programa fez com que o que era para ser um sucesso se tornar um fracasso.


Deixando assim a rede Globo, na pequena área em cima da marca do pênalti pronta para fazer o gol. Se continuar nesse ritmo o “Jogo não será nada Duro”, e “A Fazenda” pode seguir para o brejo.

Keli Wolinger.



domingo, 14 de junho de 2009

COMUNIDADE

Que tal conhecer e participar da nossa comunidade no orkut?!

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=84735257

Lá você encontra o que procura sobre a televisão brasileira, Jogo Duro e A Fazenda!!!

Participe!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Domingo, 2º episódio de Jogo Duro

Quem consegue a menor quantia de dinheiro fica de fora e quem é mais ganancioso também. Nada fácil, essa é a intenção de Jogo Duro, o reality show que trás ao ar seu 2º episódio domingo, dia 13, na Rede Globo. O 1º episódio foi arrepiante e quem levou a melhor foi Roberto Schardong, Professor de Educação Física, que aos 49 anos mostrou toda sua vontade, levando pra casa R$11.000,00 mais o que ficou no capacete.
Confira o vídeo de uma das provas mais difíceis do 1º episódio, a prova do esgoto...
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1053174-7822-PROVA+NO+ESGOTO,00.html

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Jogo Duro estreia com altos índices de audiência na Globo

O game-show Jogo Duro, comandado por Paulo Vilhena, estreou com ótimos índices de audiência na Globo.


A atração, que foi exibida logo após o Fantástico, fechou com 20 pontos de média e não encontrou problemas para se manter na liderança. No período de exibição de Jogo Duro, a Record marcou 8 pontos e o SBT 7.

Jogo Duro é um produto da Endemol, que é uma produtora holandesa especializada em formatos para a TV. Com sua estreia a Globo reativa sua linha de shows após o Fantástico, que estava extinta desde o fim do Big Brother Brasil 9 e do Faça a Sua História.



fonte: www.audienciadatv.wordpress.com/2009/06/08/jogo-duro-estreia-com-altos-indices-de-audiencia-na-globo/

Quer participar do Jogo Duro?

Então mande um e-mail para jogoduro.participe@redeglobo.com.br informando seu NOME, IDADE, PROFISSÃO e CIDADE/ESTADO onde mora. E não deixe de enviar uma FOTO sua em anexo! Se você tem nervos de aço e não corre de um desafio, inscreva-se já! Você pode ganhar até R$ 30 mil!

Por toda a fábrica estão espalhadas notas de dinheiro. A cada rodada dois participantes sairão da disputa. Quem for muito ganancioso será eliminado, mas quem pegar pouco dinheiro também.


http://jogoduro.globo.com/

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A nova "Fábrica" de Celebridades








A nova sensação da televisão para driblar a crise é apostar nos programas de formato” Reality Show”. Filmar pessoas em confinamento em tempo integral, ou em jogos de ação, competições de canto, não acrescentam mensagens de vida para os telespectadores, mas rende um bom índice de audiência. E um novo fenômeno no mercado cultural, as celebridades instantâneas , pessoas que antes viviam no anonimato passam a receber reconhecimento público e viram alvo de notícias na mídia.

Todos buscam “aparecer”, ganhar um bom dinheiro e alçar seu lugar ao sol. Para ganhar seus quinze minutos de fama vale tudo, desde alterações de humor, pagação de mico ou encarar romances arrebatadores.

Então vem a pergunta clássica por que esses programas geram tanta audiência? A resposta mais cabível é por que despertam a curiosidade e os instintos de descobrir o que se passa na vida alheia.

Não adianta “cobrir o sol com a peneira” e dizer que não assistimos a esses programas ou que não sabemos nada sobre eles, a todo o momento somos bombardeados por notícias, propagandas ou até mesmo indagados em qualquer fila que estamos sobre esse assunto.

Cabe a nós então não criticar a programação, ler sobre o assunto para não ficar sem respostas quando indagados e respirar fundo diante da TV quando somos apresentados para avalanche de celebridades que nascem do anonimato. Vamos acreditar quem sabe um dia também não seremos uma.


Keli Wolinger

domingo, 7 de junho de 2009

Novo reality show da RedeGlobo - Apresentação Paulinho Vilhena

Programa estréia hoje dia 7, depois do Fantástico.Paulinho Vilhena está à frente da competição o novo reality show produzido pela Rede Globo: “Jogo Duro”. Com direção de núcleo de JB Oliveira, o Boninho, e direção geral de Roberto Naar, o programa reunirá oito participantes que disputarão o prêmio de até R$ 30 mil. À atração, que acontecerá em ambientes diferentes de uma fábrica abandonada, com cerca de 1000 m², construída na Central Globo de Produção, em Jacarepaguá.

A cada domingo, oito jogadores passarão por quatro provas, que reservam surpresas e obstáculos para os participantes. Serão sempre três competições eliminatórias, em ambientes diferentes da fábrica, e uma final, que será disputada dentro de uma velha casa de máquinas. Os três desafios que abrem o programa de estréia vão acontecer no ‘laboratório’, ‘esgoto’ e ‘galpão’, além da etapa final na ‘casa das máquinas’. Para driblar os empecilhos de cada prova, Boninho dá a dica:
- É preciso apenas sorte, equilíbrio emocional e agilidade.
Serão eliminados aqueles que reunirem a menor quantia e ainda o último a sair do ambiente da prova. Vence os que acumularem a maior soma em dinheiro.
- A classificação ou eliminação dos jogadores depende do desempenho de cada um deles - completa Boninho.

Programa terá oito competidores por semana atrás de até R$ 30 mil

Só dois finalistas estarão na prova da casa das máquinas e, como nas etapas anteriores, terão de se empenhar ao máximo para encontrar a maior quantidade de cédulas possível. O vencedor levará a quantia que for arrecada pelos jogadores ao longo de todas as provas da noite. O segundo colocado será premiado com o valor que ele e o vencedor conseguiram juntar nesta última fase.
“Jogo Duro vai ao ar aos domingos, logo após o Fantástico.”

Estréia também na noite de hoje um novo quadro no Fantástico, apresentado por Regina Case. O quadro recebe o nome de "Vem com Tudo", e apresentará novidades e tendências de estilo de diversas localidades do pais.

Fonte: www.globo.com


terça-feira, 2 de junho de 2009

Audiência no mês de maio: Novelas derrubam a Record pelo 3º mês

Pelo terceiro mês consecutivo, a Record caiu no Ibope da Grande São Paulo. A emissora fechou maio com média diária (das 7h às 24h) de 7,0 pontos, uma queda de 15% em relação a fevereiro, quando tinha 8,2. Em março, tinha 7,7 pontos e em abril, 7,4. Em um ano, a rede perdeu 25,5% de sua audiência -tinha 9,4 em maio de 2008.

Com isso, diminuiu para um ponto a diferença entre a Record e o SBT (6,0). Um ano antes, a Record tinha 3,2 pontos de vantagem. A Globo perdeu público na faixa matinal e caiu um décimo em maio, de 17,3 pontos em abril para 17,2.

Os principais vilões da queda da Record são as novelas. A emissora cresceu um décimo de manhã (de 5,2 em abril para 5,3) e perdeu dois décimos à tarde (de 5,9 para 5,7). À noite, caiu de 10,7 para 9,6.

Em abril, a Record ainda tinha "Chamas da Vida", que marcava médias de 14 pontos. "Promessas de Amor", que ocupou parte do horário, teve 9,3 em maio. E "Poder Paralelo" caiu de 12,7 em abril para 10,5 pontos em maio.

A estreia de "A Fazenda", no dia 31 de maio, revelou-se mais uma arma para recuperar o segundo lugar nas noites de domingo do que para bater a Globo. O novo reality show da Record chegou perto, mas não ultrapassou o "Fantástico", que marcou 23,7 pontos. "A Fazenda" fechou com 15,9, contra 11,5 do "Domingo Legal" e 7,7 do "Pânico na TV" (o mais afetado).

fonte: Outro Canal - Daniel Castro: Novelas derrubam Record pelo terceiro mês

domingo, 31 de maio de 2009

A importância da TELEVISÃO

Nos períodos que antecedem as eleições, seja para presidente, governadores ou prefeitos, os candidatos após o término do primeiro turno dizem a mesma frase: "Agora vai ser diferente! Teremos o mesmo tempo na TV!". Essa é uma referência que já, sem dúvida nenhuma, revela o poder de penetração que a Televisão tem sobre o povo do nosso país.

Televisão é entretenimento. Partindo dessa verdade, o telespectador procura uma programação que o mantenha atento diante da tela. Ele quer sentir emoções, sem pedir por elas. Ele quer se sentir informado, sem se sentir ignorante. Ele que aprender sem se sentir em uma escola.

A Televisão brasileira é uma excelente contadora de histórias. Tanto que faz sucesso mundial com as telenovelas. Ela não veio para substituir o rádio, cinema ou jornal, ela veio para ser um novo meio de comunicação que aprendeu com esses outros meios, já que seus profissionais, principalmente no início, vieram do rádio, jornal, teatro e cinema. E esse início é algo recente, pouco mais de 50 anos. Na maioria dos lares brasileiros o televisor ganha destaque principal na sala das residências, algumas possuem até a sala da TV.

Os sofás e poltronas ficam voltados para o aparelho. Fenômenos como Roque Santeiro, da Rede Globo, fazem o país parar diante da TV, ou olhos perplexos de todo o mundo ao ver, ao vivo, aviões chocando-se contra as torres do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. A Televisão é formadora de opinião e de comportamento, aliando à velocidade da informação, o fascínio de suas imagens. O telespectador senta-se diante da tela da TV e acredita que o apresentador de um telejornal naquele momento está falando para ele.

A Televisão sempre nos permitiu estar em contato com a música de qualidade, os grandes concertos sinfônicos, a MPB, os festivais de Jazz e Blues e eventos internacionais que são trazidos para dentro de nossas casas. A educação e o conhecimento podem chegar mais perto das pessoas. A Televisão consegue integrar todas as regiões do Brasil apesar de suas diferenças sociais, econômicas e culturais.



redirado e editado do site: www.tudosobretv.com.br/educa/importancia.htm

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Furo MTV

Um pouco mais sobre o Programa "Furo MTV"

Top Five - CQC - 25/05/2009

Conheça um pouco de CQC

CQC 18/05/09 Teste de Qualidade no Senado

Pensar enlouquece

A máxima “rir para não chorar”, pode ser aplicada aos programas humorísticos existentes hoje na TV aberta. Enquanto algumas emissoras produzem “remakes “ de enlatados importados outras apostam em um formato de programa de humor que foge do padrão tradicional, dos bordões populares, personagens estereótipos que recriam cenas minimalistas do cotidiano da sociedade de forma muitas vezes abusiva e ridicularizada.

Um programa de humor não precisa ser apelativo, e usar pessoas em situações degradantes ou realizando acrobacias idiotas e sem sentido para tornar-se de certo modo “engraçado”.

Por que não rir das notícias do nosso cotidiano, do cenário político atual e as imensas gafes do mundo internacional?

Pensando nisso o imprevisível CQC (Custe o que Custar) programa exibido às segundas – feiras a partir das 22h15min e aos sábados ás 23h45min, pela emissora Band trás uma proposta inovadora que pode ser a sobrevivência do jornalismo na TV em tempos de decadência do meio do jornalismo “chapa-branca”.

A proposta é simples “De microfone em punho e munidos de uma cara de pau acima da média, os cinco têm uma prioridade: perguntar o que ninguém teve coragem.” O programa é baseado no conceito o Stand-up Comedy (comédia de cara-limpa).

Todos os apresentadores do programa são formados alguns em jornalismo, outros em artes cênicas. (Sete ao todo três apresentadores e quatro repórteres)
O formato do programa é como um telejornal.

"Com humor inteligente, audacioso e muitas vezes ácido, o programa faz um resumo semanal das notícias, e nessa varredura dos fatos importantes, sob o olhar atento do CQC, ninguém escapa. No estúdio, quartel general do CQC, Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque assumem a bancada, e além de conduzir o programa ao vivo terão a missão de comentar livremente os principais assuntos da semana."

Conheça:http://band.com.br/cqc/oprograma.asp

A irreverência do CQC não é apelativa ou humilhante, as perguntas são bem elaboradas e os convidados figuras importantes do cenário nacional.
O ator Marcelo Tas e seu alter ego jornalista, “não-repórter” o Ernesto Varela (lendário por sua irreverência) traduz em uma simples frase o que não devemos fazer ao ler uma notícia sobre o mundo atual “Pensar enlouquece!”, então vamos rir e ironizar a situação.

Outra dica de um programa humorístico inteligente é o “Furo MTV” apresentado Dani Calabresa e Bento Ribeiro. A dupla apresenta as notícias do dia de uma maneira que, com certeza, você nunca viu. O programa é exibido de segunda a sexta às 22h15min e reprise aos sábado às 20h45min, domingo às 18h30min e Segunda a Sexta às 14h45min.

Conheça:http://mtv.uol.com.br/furo/blog

Keli Wolinger

Interatividade do Twitter inspira projetos para séries de televisão


O Twitter anunciou na segunda-feira, dia 25, que seu uniu à produtora Reveille e ao estúdio Brillstein Entertainment Partners para criar uma série de TV inspirada no site, que convida seus membros a publicar mensagens de no máximo 140 caracteres.

Segundo os produtores, o programa será o primeiro a levar para a tela o imediatismo do Twitter. Não foram revelados detalhes sobre o formato do show, mas a série utilizaria a rede social para indicar pistas sobre celebridades em um formato interativo e competitivo.

- O Twitter está transformando o modo como nos comunicamos, especialmente em relação aos famosos e seus fãs - disse o diretor-executivo da Reveille, Howard T. Owens, que espera que o novo projeto ''abra espaço para o Twitter na TV''.

Biz Stone, co-fundador do site, comentou nesta terça-feira a novidade. Segundo ele, muitas empresas estão desenvolvendo projetos ligados ao Twitter, entre elas MTV, G4, CNN e E!. Biz explica que o acordo com a Reveille e a Brillstein não é exclusivo e dá liberdade de criação aos produtores. Ele ratifica o caráter aberto do Twitter e lembra que graças a isso vários aplicativos, sites e interfaces foram criados para aprimorar a ferramenta original.

- Essa abertura, no entanto, não está limitada à web ou aos celulares - diz Stone, que continua - A filosofia aberta do Twitter pode transformar a televisão - o meio de comunicação dominante em todo o mundo. Nós estamos muito animados para ver o resultado dessas experiências.

Biz lembrou o caso das eleições presidenciais de 2008 nos EUA, quando a iniciativa "Hack the Debate" levou para o Twitter uma cobertura em tempo real dos debates entre os candidatos. Além disso, ele elogiou a CNN, por utilizar a ferramenta de forma inovadora.

O Twitter, fundado em 2007 e com sede em São Francisco, é um dos sites que mais cresce na internet. Um estudo recente da Nielsen demonstra que sua visitação saltou de 475 mil em fevereiro de 2008 para 7 milhões um ano depois.


Retirado daqui: http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/05/26/interatividade-do-twitter-inspira-projetos-para-series-de-televisao-756035994.asp


O que você acha sobre isso???

segunda-feira, 25 de maio de 2009

CONCESSÕES DE RÁDIO & TV


Pela máxima dispersão da propriedade


Por Venício A. de Lima em 19/5/2009


Um dos resultados positivos da frustrada tentativa da FCC (Comissão Federal de Comunicações, na sigla em inglês) de "flexibilizar" normas restritivas à propriedade cruzada da mídia (jornal, rádio e televisão), que se seguiu à onda de privatizações das telecomunicações nos Estados Unidos, foi não só a articulação da sociedade civil contra essas medidas mas, também, o surgimento de sólidos estudos que justificaram a permanência das restrições.


O renomado professor de Direito da Universidade da Pennsylvania, C. Edwin Baker, especialista na Primeira Emenda da Constituição dos EUA, por exemplo, publicou em 2007 (Cambridge University Press), o livro Media Concentration and Democracy – Why Ownership Matters (Concentração na mídia e democracia – Por que a propriedade é importante). Entre outros argumentos, Baker defende vigorosamente o princípio da máxima dispersão da propriedade (maximum dispersal of ownership). Ele demonstra que quanto maior for número de "controladores" dos meios de comunicação, isto é, quanto mais estiver distribuído o poder de comunicar, melhor servida será a democracia. Na verdade, mais "controladores" significa a possibilidade do exercício da liberdade de expressão por um número maior de cidadãos.


Resistência histórica


Esta rápida introdução vem a propósito da histórica e contraditória resistência que a grande mídia brasileira tem revelado à democratização das comunicações no nosso país. O último exemplo é a reação que já se manifesta ao decreto assinado na terça-feira (12/5) pelo presidente da República outorgando à Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho uma concessão para executar o serviço de radiodifusão por sons e imagens (televisão) em São Caetano do Sul, SP.


A Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho – que tem entre seus mantenedores o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – já obteve uma concessão de TV educativa em Mogi das Cruzes (aprovada pelo Congresso Nacional, em 2007) e autorização para explorar rádios educativas em São Vicente e Mogi das Cruzes, estas ainda em tramitação no Congresso.


O Decreto-Lei 236/1967 – que é um dos velhos diplomas legais que ainda regulam a matéria – reza que, além da União, dos estados, territórios e municípios, somente poderão executar o serviço de televisão educativa as universidades e as fundações. Dessa forma, a Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho está, como qualquer outra fundação que atenda aos requisitos da lei, qualificada para receber a outorga.


Por outro lado, embora seja atribuição do presidente da República, desde a Constituição de 1988, a outorga de concessões de radiodifusão só produz efeitos legais "após a deliberação do Congresso Nacional" (§ 3º do artigo 223). Vale dizer que o decreto deverá tramitar, ser analisado, votado e aprovado (ou não) tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal, antes de ser transformado em Decreto Legislativo e entrar em vigor.
Haverá, portanto, ampla oportunidade para aqueles que se opõem ou representam os opositores ao decreto manifestarem suas razões. Só depois, o Congresso Nacional decidirá pela aprovação ou não da concessão.


Por que será, então, que até mesmo a Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas (Abepec) manifesta "surpresa" com o decreto do Presidente da República?
O que está em jogo?


A questão fundamental implícita nas resistências à concessão de um canal de TV a uma fundação que tem entre os seus mantenedores um sindicato de trabalhadores é, como diria o professor Baker, a distribuição democrática do poder de comunicação.


Há uma evidente dificuldade na transição entre a defesa abstrata da liberdade de expressão (e da liberdade de imprensa) e sua efetivação através de medidas do Estado que promovam a democratização do poder de comunicar. Prevalece vigorosa e ativa, entre nós, a ultrapassada posição do liberalismo clássico que considera o Estado apenas como ameaça às liberdades individuais e não, muitas vezes, como promotor delas. É esse papel do Estado que é defendido pelo professor da Universidade Yale, Owen Fiss, no seu fundamental e indispensável A Ironia da Liberdade de Expressão – Estado, Regulação e Diversidade na Esfera Pública (Editora Renovar, 2005).


Por que os trabalhadores não podem ter um canal de TV? Que tipo de ameaça eles representam para a democratização do espaço público e a formação das opiniões em nosso país? A outorga não deveria, ao contrário, ser louvada não só pela grande mídia, mas pelas demais entidades do setor de comunicações, como um passo no sentido da democratização da liberdade de expressão?
Essas são, sem dúvida, questões que devem ser debatidas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação.




Conceder ou não conceder eis a questão



A antiga “utopia” da democratização da informação para todos é uma via de mão dupla. Se por um lado a defesa de liberdade de expressão para a massa é justa, deve-se observar que o espaço público hoje concedido para a formação social é feito por “profissionais”, que estudam e trabalham para transmitir conteúdo de interesse coletivo. Por outro lado, os detentores dessas concessões muitas vezes são pessoas, que utilizam desse meio para se beneficiar publicamente da ideologia de poder que a mídia independente de ser ela televisiva, radiofônica ou impressa que dispõem.


No caso específico da televisão, é possível perceber que pessoas relacionadas ao poder executivo detém concessões de TV, onde fica a democratização neste caso?


O que deve ser discutido não é "quem" pode ou não obter a concessão, mas sim se deve receber este direito e o mesmo não deverá influenciar nos interesses coletivos e beneficiar toda uma sociedade e não apenas um indivíduo.


Obter liberdade de expressão nos veículos de comunicação é um direito de todos, mas ressalva-se que nem todos conseguem executá-lo de maneira benéfica e democrática ao coletivo.


Keli Wolinger.

sábado, 23 de maio de 2009

Foi divulgada a lista com o nome das 14 pessoas que morreram com a queda do avião bimotor que caiu nesta sexta-feira, dia 22. Quem divulgou foi a assessoria de imprensa da empresa Arsenal Investimentos. Entre os mortos haviam quatro crianças. A aeronave saiu do aeroporto de Congonhas, em São Paulo por volta das 18:30hs com destino a Trancoso (BA) e caiu na região de Porto seguro, na Bahia, por volta das 21hs.

Lista com o nome das 14 pessoas:

- Roger Ian Wright
- Lucila Carvalho Lins
- Verônica Luchsinger Wright Faro
- Rodrigo de Mello e Faro
- Victoria Wright Faro (criança)
- Gabriel Wright Faro (criança)
- Felipe Luchsinger Wright
- Heloísa Alqueres Wright
- Francisco Alqueres Wright (bebê)
- Rosângela Pereira Barbosa
- Nina Pinheiro (criança)
- Vera Lucia Mércio
- Jorge Lang Filho (piloto)
- Nelson Caminha Affonseca (copiloto).

O IML (Instituto médico legal), de Salvador (para onde foram levados os corpos) informou que, como as vítimas tiveram seus corpos carbonizados elas serão identificadas através de teste de DNA e análise das arcadas dentárias.

O link com o vídeo é do site da globo.com:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1165349-5598,00-DEZ+ADULTOS+E+QUATRO+CRIANCAS+MORRERAM+EM+ACIDENTE+AEREO+NA+BA.html

Maria Rosa Barcellos

Independente da sua profissão e opinião não esqueça da ética

Hoje vou postar um vídeo sobre ética profissional feito por um grupo de estudantes. O vídeo mostra fatos que não podem ser esquecidos, vale a pena relembrar...
http://www.youtube.com/watch?v=jqgvbW-J6MU

Maria Rosa Barcellos

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Top 5

Hoje vamos propôr algo diferente para você leitor!
Sugerimos 5 links de conteúdo interessante para que você acesse e conheça mais sobre o tema TELEVISÃO.

Aqui vão as dicas:

http://www.globominastvdigital.com/blog/

http://www.tinotec.com.br/blog/curiosidade-da-semana-em-10-anos-televisao-vira-lentes-de-contato/


http://fabiotv.zip.net/

http://outubro.blogspot.com/2008/07/reportagem-de-televiso.html

http://www.maecomfilhos.com.br/blog/blog.php?blog=MTg3




Fique ligado, acesse os links e volte nos contar o que achou...

Acesse e participe da nossa comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=84735257

Até o próximo post...
:)

terça-feira, 19 de maio de 2009

OBJETO DE ESTUDO

Olá pessoal, ao pesquisar um pouco mais sobre o autor de "Cultura da convergência", Henry Jenkins, encontrei um vídeo com uma entrevista muito interessante em que ele explica um pouco mais sobre essa cultura que está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. A entrevista foi exibida pelo programa Milênio da Globo News e vale a pena assistir.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM902783-7823-UMA+ANALISE+DA+REVOLUCAO+DA+MIDIA+PARTICIPATIVA+E+AS+CONSEQUENCIAS+PARA+O+FUTURO,00.html

Maria Rosa Barcellos

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Opinião Própria

Tenho pensado muito ultimamente sobre se o jornalismo deve impor seu próprio ponto de vista sobre os temas que aborda, mas não apenas o jornalismo em si, a mídia como um todo, a televisão, o rádio, a internet, impondo aquilo que realmente pensa ou defende.


É uma discussão que toma muitos rumos e segue muitas linhas de pensamentos diferentes. Nós, como acadêmicos de jornalismo, somos instruídos a jamais –salvo raras exceções- revelar nossa opinião própria, mesmo que alguns de nossos professores não concordem com a imparcialidade (claro é uma discussão que precisa ser mais abordada, mas não vem ao caso agora) são “forçados” a nos transmitir a ideologia do jornalismo. Claro, pois falar em total imparcialidade e jornalista apenas como um veículo de informação é um idealismo, diria eu até mesmo ridículo. Acredito que um jornalista pode defender um ponto de vista (mais uma vez digo, há VÁRIOS porem’s), o espectador que deve filtrar a informação recebida e descobrir se apóia ou não, dizer que somos obrigados a não impor nossa opinião porque isso afeta diretamente o que a massa pensa, é pré julgá-los como ignorantes, incapazes de interpretar o que estão recebendo.


“O problema das exceções é que não conseguimos distinguir as linhas que às delimitam”, por exemplo, expor a opinião talvez fosse o correto, mas é difícil dizer em que nível isso pode ser feito. É feito freqüentemente hoje na internet, cada um fala o que bem entende, já que nem tudo é lido, e o leitor online só lê o que lhe convém. Mas mesmo assim o jornalismo online, não mostra a sua opinião, ao menos não abertamente. O ponto que quero chegar é que, mesmo defendendo que devemos expor nossas linhas de pensamento, isso precisa ser gradual, falo em vista de um telejornal que assisto pelas manhas, “Fala Brasil” da rede Record, para ser mais específico, a apresentadora Luciana Liviero, a cada reportagem notícia, nota, qualquer informação dada, ela tece um comentário pessoal sobre o assunto, mostrando um ar –geralmente- de indignação, e com comentários pejorativos, seja contra um bandido, um assassino, um político, ministro ou jogador de futebol, com uma posição mais a vontade, os cotovelos largados sobre a mesa, quase como alguém que assiste o telejornal do sofá de casa. Não gosto disso, ela não age como apresentadora, sua função não é comentar, não é de seu direito fazer isso, sua atitude tira o ar de seriedade do programa, e transforma-o quase em um bate papo. Não estou me contradizendo quando critico a atitude dela, mas o telejornal que ela apresenta não expôs a seus espectadores que faria isso, que transmitiria uma opinião pessoal. Luciana torna-se uma ovelha negra no programa, enquanto seus colegas fazem um trabalho jornalístico “imparcial”, ela alfineta os referidos das reportagens com seus comentários toscos e inadequados para o momento.


A televisão é a maior comunicadora de massa da atualidade, superior sim, a internet que não atinge as classes mais baixas. Expor abertamente a opinião na televisão requer um cuidado maior, um aviso prévio, porque se não, afetará o que as pessoas pensam. Um jornalismo que expõe opinião afeta s espectadores que denominamos “Passivos”, não tendo necessariamente relação com o grau de escolaridade ou a classe social (mais sobre o assunto no post Ativo Passivo, aqui mesmo no Blog). São pessoas que não estão preparadas para receber essas informações de um meio “influente”como a televisão, é necessário esse avanço gradual, esse “aviso” da emissora, que a partir de tal momento, o formato de seu jornalismo mudou.


É difícil dizer “nessa mídia se pode opinar”, “nesta não se pode opinar” “nesta outra você pode opinar até certo ponto”, é isso que torna a discussão delicada, mas a partir do momento em que jornalistas desempenharem abertamente um papel maior, do que apenas esse hipócrita “veículo de informação”, as pessoas passariam de espectadores Passivos para Ativos. Considerando a Imprensa como um quarto poder, que mesmo por debaixo do pano derrubou e elegeu presidentes, é de se imaginar os efeito a nível nacional, de uma mídia que se impõe abertamente.


Diogo S.Campos

quarta-feira, 13 de maio de 2009

TV Digital o que é?

O que é TV Digital?

Em um país em que a televisão está presente em nove de cada dez lares, muitos dos consumidores de mídia televisiva não sabe muito bem o que significa a mudança do sistema de transmissão analógico para o sinal digital.

Muitos menos que quando o sinal analógico deixar de existir e se, o novo sistema adotado será acessível para todas as classes sociais.

Esse meio de comunicação em massa presente desde os lares da classe assalariada até milionários, já passou por vários períodos de transformação e renovação fica a pergunta agora o país está preparado para essa mudança?

Esse sistema televisivo é realidade em outros países e o Brasil, é considerado atrasado.
Hoje o sinal digital está disponível em algumas cidades de diversos estados como: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.

O grande desafio agora é difundir a TV Digital, pois o custo dos conversores é alto em relação à renda da população o preço médio avaliado fica entre R$ 700,00 e R$ 800,00. O governo está apoiando projetos para baratear o custo, mas ainda será em torno de: R$199,00 e R$: 299,00. Sem contar o valor dos aparelhos de TV que possuem os conversores acoplados e passam da casa dos três dígitos.

Democratizar e informar sobre TV digital essa é a idéia!

Keli Wolinger

segunda-feira, 11 de maio de 2009

10 anos sem Manchete!

















Há exatos dez anos e um dia, o telespectador brasileiro perdia a Rede Manchete de Televisão. No dia 10 de maio de 1999, foram encerradas as transmissões de uma emissora que se destacou por suas grandes novelas, programas infantis, musicais e jornalísticos.

Em 19 de agosto de 1981, em Brasília, o empresário Adolpho Bloch assinou um contrato para a implantação de uma nova emissora. O nome do novo canal seria o mesmo da revista Manchete, também do Grupo Bloch. Com um investimento de cerca de 50 milhões de dólares, surgia então a Rede Manchete de Televisão.

Com emissoras próprias em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife, a nova TV estreou em 5 de junho de 1983, um domingo. No lançamento, foi exibido um vídeo onde uma nave em formato de "M" (logotipo da Manchete), sobrevoava cidades brasileiras.

O primeiro programa exibido foi o musical Mundo Mágico. No decorrer dos anos, programas como Conexão Internacional, Bar Academia, Jornal da Manchete, Clube da Criança, Tamanho Família, Repórter Manchete e Na Rota do Crime marcaram época.

A dramaturgia, lançada em 1984, teve sua estreia com a minissérie Marquesa de Santos. Nos anos seguintes, vieram novelas como Dona Beija, Kananga do Japão, Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão, Xica da Silva e Brida.

Em meio a exibição de marcantes atrações durante quase duas décadas, também se entendeu uma crise financeira iniciada em 1986. Nessa época, a Manchete já acumulava um prejuízo de 80 milhões de dólares e uma dívida que chegava a 23 milhões de dólares.

Após varias tentativas de salvar a emissora no decorrer dos anos, em 1999, a família Bloch arrendou a programação para a Igreja Renascer em Cristo. Pelo acordo, a Renascer se responsabilizaria pelas finanças e pela programação durante um período de 15 anos.

Depois de um mês nas mãos da Renascer, a Manchete retornou ao comando do grupo Bloch. O arrendamento foi desfeito devido à falta de pagamento da primeira parcela do contrato.

Em 10 de maio de 1999, depois de várias reuniões, concretizou-se a venda da Manchete para o Grupo TeleTV, grupo do empresário Amilcare Dallevo Júnior. Era o fim da Rede Manchete de Televisão e o início da RedeTV!

(créditos site Natelinha)


Retirado do Blog Audiência de Tv

quarta-feira, 6 de maio de 2009

TV digital: publicidade irá muito além do comercial de 30 segundos

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 25 de novembro de 2007 às 07h00
Atualizada em 27 de novembro de 2007 às 10h45
São Paulo - Alta-definição e interatividade transformarão a experiência de produzir e assistir anúncios na TV.

A chegada da transmissão digital aos lares brasileiros, marcada para 2 de dezembro, promete muitas mudanças na forma como vamos nos relacionar com a TV no futuro. Mas não é só o telespectador que deve sofrer os efeitos desta transformação: a publicidade terá que se reinventar, indo muito além do comercial de 30 segundos para aproveitar todos os recursos e superar os desafios deste novo canal de diálogo com o consumidor.Junto com a programação, as emissoras poderão enviar ao telespectador dados e aplicativos, o que significa que uma propaganda poderá, por exemplo, trazer informações adicionais sobre o produto anunciado ou sobre o anunciante, telefone de contato, endereço das lojas, entre outros dados relevantes para o potencial consumidor.
Mas este é apenas um exemplo simples do que a tecnologia pode oferecer. Com a interatividade, proporcionada por um canal de retorno - que possibilita a comunicação entre o telespectador e a emissora -, é possível ir muito além, concretizando a própria venda pelo controle remoto da TV.E isso não se restringe aos limites da tradicional “hora do intervalo comercial”. As ações de merchandising, que antes consistiam em tentar encaixar um produto dentro do contexto de um capítulo de novela ou entre uma e outra atração de um programa de variedades, ganham novos contornos com a TV digital.Se o usuário gostar da roupa que uma atriz está usando na novela, será possível, pelo menos tecnologicamente, comprar essa roupa em um clique. “Um ícone pode aparecer no canto da tela, indicando que a aquele produto está à venda. Quem quiser saber mais clica, quem não quiser continua assistindo a novela sem interrupções”, exemplifica Rodrigo Araújo, direto da EITV, desenvolvedora de software para TV digital.“A tendência é que a publicidade esteja cada vez mais dentro do próprio conteúdo”, define Cyd Alvarez, presidente da Associação Brasileira de Propaganda (ABP). Para as agências, isso significa estar mais perto do consumidor. Para as emissoras, novas possibilidades de faturamento. Para o telespectador, novos canais de acesso a produtos e serviços
Mas se o futuro parece reservar oportunidades para todos, o presente ainda traz muitas perguntas sem resposta. A começar pela questão da interatividade, que não estréia junto com a inauguração da TV digital, no dia 2 de dezembro.Os primeiros aparelhos, que devem chegar à loja pouco antes da estréia do sinal, não trazem o software que permitirá rodar aplicativos e explorar as possibilidades de interatividade.Esse software, chamado Ginga, é como o sistema operacional de um computador - sem ele, não tem como rodar outras aplicações, como um processador de textos ou navegador de internet.As especificações do Ginga foram feitas no Brasil, por um grupo de pesquisadores locais, e, na prática esse software, mais conhecido como middleware, ainda está sendo testado. Os primeiros aparelhos com o Ginga embutido devem chegar apenas em meados de 2008, segundo projeções do Instituto Genius, uma das entidades que participa das chamadas implementações de referência. Segundo Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), esse prazo pode se estender ainda mais, para o final de 2008.Mesmo com a questão da plataforma de software resolvida, outros desafios se impõem aos anunciantes interessados em avançar no terreno da interatividade. Um deles é o canal de retorno. Para poder interagir em tempo real com a emissora - para fazer comprar pela TV, por exemplo, é preciso ter uma forma de enviar informações de volta à emissora. Esse canal de retorno pode ser a internet, se o usuário tiver banda larga, ou uma linha telefônica (sistema usado pelas TVs pagas para que o usuário compre conteúdos por pay per view, por exemplo). No caso das TVs por assinatura, quem paga a conta desse canal de retorno é o provedor de conteúdo, mas para a TV aberta ainda não há modelo definido.Outra questão é como as emissoras, que até hoje basicamente enviavam informação, vão dar conta desses dados que voltam. “Imagine se dois milhões de consumidores resolverem comprar um produto ao mesmo tempo. Será que as emissoras têm estrutura para isso?”, questiona Alvarez, da ABP.Novos formatos de publicidade também devem surgir de carona nas aplicações. As emissoras poderão, por exemplo, vender espaços publicitários dentro da janela que exibe os resultados dos jogos durante uma mesa redonda ou as receitas, em um programa de culinária.“Se um usuário clicar entrar em um anúncio e comprar algo pela TV, quem vai cobrar? A emissora vende um espaço publicitário ou vai ficar com parte do lucro com a venda do produto? Os departamentos comerciais podem até estar vislumbrando essas possibilidades, mas nada está definido”, opina Mário Fried, gerente de projetos de TV Digital do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, o C.E.S.A.R.De cara, os anunciantes que quiserem tirar algum proveito da TV digital, terão que se preparar para produzir anúncios em dois formatos: o tradicional (4:3) e o widescreen (16:9), que se assemelha à tela de cinema. Do contrário, quem assistir o anúncio feito para TV convencional em TVs widescreen, verá tarjas pretas nas laterais e quem assistir anúncios feitos para TV digital em TV convencional, verá a propaganda com tarjas pretas em cima e em baixo, para completar o tamanho da tela.Produzir comerciais em alta-definição também é uma possibilidade, mas envolve custos. “As produtoras e agências terão que investir em equipamentos”, aponta Alvarez, da ABP. A veiculação de anúncios em alta-definição e com conteúdos interativos também deverá ter preços diferenciados, segundo José Marcelo Amaral, vice-coordenador da área de mercado do Fórum SBTVD e diretor de tecnologia da Record.“Para enviar dados ou utilizar alta-definição, o anunciante vai usar uma parte maior do meu canal, portanto a cobrança poderá ser feita pelo uso do espectro”, exemplifica o executivo. “O tempo de exibição do anúncio também terá que ser maior, afinal a interatividade terá que acontecer enquanto ele estiver no ar”, acrescenta Amaral.Apesar de todas as dúvidas, uma certeza prevalece entre os especialistas do mercado: a TV digital mudará radicalmente os paradigmas da publicidade. O comercial de 30 segundos, que reina absoluto como formato padrão de publicidade na TV, podenão morrer, mas perderá força, especialmente com a chegada de aparelhos que trazem gravadores integrados e permitirão ao consumidor simplesmente “pular” os intervalos. Se reinventar, será questão de sobrevivência para emissoras e anunciantes.


http://idgnow.uol.com.br/telecom/2007/11/24/idgnoticia.2007-11-24.5876066434/

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A TV e a Criança

Leonardo Nogueira de Deus.


A TV é, como todos sabem, o meio mais eficaz de divulgar uma mensagem ao maior número possível de pessoas. Mas, quais pessoas? Qual mensagem? A resposta: qualquer mensagem para qualquer pessoa que esteja em frente ao aparelho de TV.

Como resultado da diversidade de interesses, temos um número infindável de mensagens sendo captadas e assimiladas por quem não deveria, em princípio, recebê-las. Podemos citar como exemplo as constantes cenas de violência a que somos submetidos, cada vez com maior intensidade, dentro de nossos lares, na suposta intenção de nos manter informados sobre os perigos do mundo atual. Naturalmente, uma mente esclarecida sabe distinguir o real da ficção, o exagero do fato acontecido, procura confrontar diferentes fontes de informação antes de emitir juízo a respeito. Mas, e as crianças? Cada vez mais, temos crianças como principais espectadoras desse espetáculo, por vezes grotesco, que nos vêm através desse meio de comunicação.

Outro exemplo significativo são as cenas eróticas que, igualmente, aparecem cada vez com maior freqüência. São um estímulo à erotização precoce das crianças. Hoje, as crianças não querem mais usar roupas de criança. Querem roupas iguais às dos adultos. Querem parecer atraentes, embora ainda não tenham consciência do que seja um romance, da carga de emoções envolvida, e, além disso, ainda não querem realmente um namoro. Querem apenas imitar os adultos em seus modos, suas atitudes, sem saber exatamente o que isso significa.

Esses foram apenas dois exemplos relativos ao conteúdo. Mas, independente do conteúdo, há outro problema inerente a esse meio de comunicação. Ele não convida à reflexão. As imagens se sucedem de forma muitas vezes desconexa, apresentando vários assuntos em um curto espaço de tempo. A criança, muitas vezes, não compreende o que está vendo. Apenas assiste passivamente, assimilando imagens sem ter critério para saber quando deve parar de assistir. Em conseqüência, essas imagens vão atormentar a mente da criança, que vai dormir com lembrança de imagens confusas e tenebrosas, que não sabe o que significam, e nem sabe exprimir de forma coerente para que alguém possa esclarecê-la.

Cabe aos pais ou responsáveis tomar atitudes positivas e coerentes no sentido de evitar o uso indiscriminado da televisão por seus filhos. Não é uma tarefa fácil. Se não vêem na própria casa, vêem na casa dos amigos, dos vizinhos, dos parentes. Com esse argumento, muitos pais simplesmente desistem de exercer seu controle e acabam por não se importar que seus filhos fiquem acordados até tarde e até colocam televisão nos quartos. Dizem “não adianta mesmo”, e acabam abandonando seu papel de educadores, deixando que os “profissionais” da comunicação o façam. Exercer controle não é fácil, mas virar as costas ao problema acaba por aumentá-lo, acumulando problemas educacionais para o futuro, quando se tornam ainda mais graves.


sábado, 2 de maio de 2009

TV aberta se atualiza para garantir espaço junto à internet

TVs abertas repensam suas estratégias online e preparam projetos mais agressivos para a distribuição de conteúdo em vídeo na Internet.
Em agosto, a rede americana NBC deu um valioso exemplo no uso da Internet por uma TV aberta, ao adquirir os direitos também para outras mídias e disponibilizar parte do conteúdo dos jogos Olímpicos aos usuários da rede. Segundo uma pesquisa da própria NBC, apresentada por Larry Gerbrandt, da Media Valuation Partners, durante o Congresso TV 2.0, 50% dos espectadores online das Olimpíadas na NBC disseram que usaram a Internet para alcançar (ou “catch up”) os esportes que haviam perdido. Outros 40% queriam assistir novamente alguma coisa que tinham assistido primeiro na televisão. E apenas 2% usaram apenas a Internet como meio para acompanhar as Olimpíadas. Esses resultados desmistificam o uso da Internet em substituição à televisão, já que, no período, a média diária de espectadores no prime time foi de 27,5 milhões. Na Internet, foram cerca de 1,5 milhão de streamings diários.
Ainda que seja uma realidade diferente da brasileira, esses resultados – e as experiências das redes americanas em exibir episódios de seus seriados online logo após a estréia na televisão – mostram que a Internet não precisa ser, necessariamente, a vilã na guerra de mídias: é possível tirar proveito de suas características para alavancar a audiência dos programas televisivos e interagir de forma mais próxima ao espectador.
No Brasil, as TVs abertas já estão fazendo as suas apostas. Seja com conteúdo idêntico àquele exibido na televisão, seja com conteúdos desenvolvidos especialmente para a mídia, seja com modelos de negócios baseados em publicidade, seja com conteúdo pago, as emissoras têm reformulado as suas páginas de Internet para oferecer mais vídeos e maior interação com os consumidores daquela que é uma das mais tradicionais e inabaláveis mídias brasileiras.
Fragmento da matéria de Daniele Frederico para a revista Tela Viva. Para saber mais entre no site: www.telaviva.com.br

quinta-feira, 30 de abril de 2009

TV DIGITAL : Você que está aí em casa

Por Nelson Hoineff em 28/4/2009

O usuário brasileiro ainda não entendeu – porque não lhe deram a oportunidade para isso – que neste momento, no Brasil, a TV digital terrestre não se limita à questão das transmissões em HDTV ou à ocupação do espectro com multiprogramação (três ou quatro programações diferentes vindas pelo mesmo espaço físico). Para o consumidor final, isso não faz a menor diferença – e nem vai fazer por um bom tempo.
Há, porém, um aspecto de outro atributo da TV digital, a mobilidade, que a princípio estava negligenciado, mas que mostra agora que a questão é bem outra. Um sinal veemente disso pôde ser visto semana passada por meio de uma declaração do presidente da Abert, Daniel Pimentel Slaviero, que passou despercebida pela grande imprensa. Slaviero afirmou, em defesa do que dissera em Los Angeles o presidente da NAB, David Rehr, que as transmissões móveis são as mais evidentes fontes de novas receitas para as emissoras de televisão.

Essa é a única grande questão que se instala hoje no desenvolvimento das transmissões digitais terrestres no Brasil. O conteúdo para TV móvel não deve – e não pode – ser o mesmo para a TV fixa. Não se trata de mero exercício de retórica, mas da constatação de por onde está caminhando o modelo de negócios em televisão.

Hora do almoço

Até ontem, a televisão era fixa. Ficava presa a um canto da sala ou do quarto de dormir. Ainda hoje todos os narradores, especialmente os esportivos, referem-se aos telespectadores como "você que está aí em casa". Em dois anos, isso será tão politicamente incorreto quanto referir-se de forma debochada à etnia do participante de um show.

O rádio também já foi fixo. Hoje não é fácil encontrar alguém que ouça rádio em circunstâncias que não sejam móveis: no automóvel ou preso ao próprio braço, por exemplo. O telefone, este era fixo até ontem. Uma linha móvel, na década passada, custava dez mil dólares – e mesmo depois disso as ligações originárias de aparelhos celulares eram muito mais caras que as originárias de telefone fixo. Isso mudou. O resultado é que as redes fixas estão perigosamente ociosas e ninguém mais utiliza um telefone fixo se tiver um receptor móvel por perto.

Seu próximo celular (que cada brasileiro levará em média mais 8 meses para comprar) terá como item obrigatório a capacidade de receber sinais gratuitos de televisão móvel. Por enquanto há tão poucos aparelhos no mercado que os sinais são os mesmos que os entregues aos televisores fixos. Mas, quando, num piscar de olhos, o espectador brasileiro estiver assistindo televisão no ônibus ou durante o almoço, o seu horário nobre terá mudado.

A dona de casa que hoje vê televisão aberta pela manhã pode gostar muito de Ana Maria Braga, mas o problema está no fato de que os trabalhadores que estão no ônibus no mesmo horário preferem ver os gols da rodada, por exemplo. A TV tem três alternativas: derrubar quem está em casa, derrubar quem está no ônibus, ou entregar a cada um o que ele está querendo ver.
Até agora, o horário nobre é definido como o espaço de tempo compreendido entre o momento que o cidadão chega em casa e a hora em que ele vai dormir. Isso no Brasil acontece entre 19 e 23h. Por isso, 82% das receitas publicitária emanam daí.

Daqui a alguns meses não será assim. Os horários nobres serão também os do ônibus, o do almoço, o de qualquer momento em que o espectador tenha com sua TV uma relação mais individual, porque ela não estará pendurada em lugar algum; estará na palma da sua mão.

Artefato monolítico

As plataformas digitais podem não conseguir implantar cenários de multiprogramação – pelo menos entre os canais privados brasileiros – e o cenário do HDTV será pouco mais do que uma continuidade do que acontece. O povo já está se acostumando à idéia de que a televisão que lhe é oferecida por 7 mil reais lhe dá o grande atrativo de ver com mais nitidez as rugas do Faustão – e isso não lhe parece muito excitante.

Assistir televisão por aparelhos portáteis, no entanto – sejam receptores ou, caso mais provável, celulares com esse serviço –, vai estimular ao paroxismo a competitividade e obrigar as estratégias de programação que fujam do marasmo. Executivos de programação são hoje pagos para ver o que o outro está fazendo e fazer parecido. Isso é tudo o que existe de criação, no momento, na televisão brasileira. Não é um cenário estimulante para a inteligência e nem para a indústria.

A novidade é que o advento incontornável da TV móvel pode fazer com que posições de audiência sofram alterações dramáticas da noite para o dia. O novo espectador de televisão não é o "você que está aí em casa". É o individuo que está em qualquer parte e que não compartilha o que está vendo. É principalmente o jovem, que abandonou a televisão porque aquilo que está pendurado na parede lhe trata como débil mental.

A programação móvel vai buscar o espectador onde ele estiver. Pode continuar tratando-o como um idiota, mas se alguém quiser um conselho de graça, é bom que não o faça. A garotada caiu fora da TV porque sabe que não é oligofrênica. Seu próximo celular vai receber sinais de TV aberta. Os burocratas que estão procurando o que há de novo para copiar acreditam, por exemplo, que programação para teenagers é a que tenha surfistas ou gatinhas tatuadas. Desconhecem que antes de pensar no conteúdo que irá para a tela o que importa é descobrir a maneira de voltar a falar com uma galera que durante muito tempo a televisão emburreceu, entorpeceu, humilhou.

A TV está se tornando mais individual e isso não tem volta. Essa é a melhor chance que as TVs comerciais já tiveram para alterar os cenários vigentes há cinqüenta anos. É também a primeira chance que a televisão pública terá para mostrar que não está tomando dinheiro do povo para exibir baboseiras de última qualidade. A TV móvel é uma instância bastante adequada para se buscar um novo diálogo com um espectador que caiu fora da TV porque foi sistematicamente insultado por ela. Um jovem que aprendeu a lidar com a possibilidade de escolha e decidiu não ficar parado diante de um artefato monolítico pendurado em casa.

Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=535TVQ001

domingo, 26 de abril de 2009

Na TV também existem erros.

Quais foram as 10 maiores mancadas da TV brasileira?

por Artur Louback Lopes

1. Ricupero: "Eu não tenho escrúpulos"
ANO - 1994
EMISSORA - Globo
MANCADA - Quem tinha antena parabólica e via o canal 23 por volta das 20h30 do dia 1º de setembro acompanhou um acontecimento histórico: depois de participar do Jornal Nacional, o então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, se preparava para gravar uma entrevista para o Jornal da Globo. Enquanto as câmeras eram ajustadas, Ricupero conversava com o jornalista Carlos Monforte. Mal sabia ele que o papo estava sendo captado pelas parabólicas. Descuidado, declarou: "Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura; o que é ruim, esconde"
REPERCUSSÃO - Três dias depois da célebre mancada, Ricupero afastou-se do governo Itamar Franco. Ciro Gomes assumiu o posto

2. Bispo chuta imagem de Nossa Senhora
ANO - 1995
EMISSORA - Record
MANCADA - Para mostrar que a Igreja Universal do Reino de Deus não cultua imagens de santos, o pastor Sérgio Von Helder deu socos e pontapés em uma imagem de Nossa Senhora Aparecida bem no dia da santa (12 de outubro). Enquanto aplicava os golpes - exibidos nos programas Despertar da Fé e Palavra da Vida - o bispo dizia: "Isso não é Deus coisa nenhuma"
REPERCUSSÃO - Com medo de perder fiéis, Edir Macedo, o poderoso chefão da Universal, pediu desculpas publicamente, quatro dias após a "santa surra"

3. Sílvio Santos cai no tanque de água
ANO - 1992
EMISSORA - SBT
MANCADA - Para sair do marasmo, Sílvio Santos resolveu fazer uma gracinha durante o Topa Tudo por Dinheiro. Na clássica brincadeira em que uma pessoa senta em uma prancha sobre um tanque de água e outra joga bolinhas para derrubá-la, Sílvio decidiu testar a prancha. Aconteceu o óbvio mais surpreendente possível: ele caiu na água de terno e tudo, bagunçando o penteado inabalável
REPERCUSSÃO - Se fosse outra pessoa, o episódio podia acabar em demissão, mas como se tratava do dono do canal, o "tibum" se transformou em mais uma das fantásticas histórias envolvendo Sílvio Santos

4. Galvão troca as bolas na Copa de 74
ANO - 1974
EMISSORA - Gazeta
MANCADA - Na Copa de 74, o jovem locutor da Rádio Gazeta Galvão Bueno foi convocado para narrar videoteipes de alguns jogos pela TV da mesma empresa. No jogo Alemanha Oriental x Austrália, Galvão narrou vários minutos pensando que a partida era Bulgária x Suécia. Os uniformes eram parecidos com os de alemães e australianos, só que búlgaros e suecos só jogariam no dia seguinte...
REPERCUSSÃO - A Gazeta nunca teve grande audiência, por isso pouca gente acompanhou a gafe.

5. Brida termina com resumo da história
ANO - 1998
EMISSORA - Manchete
MANCADA - Depois de tentar de tudo para levantar a audiência da novela Brida - trocaram os roteiristas, inventaram novos papéis, turbinaram as cenas de sexo -, a Manchete optou por uma alternativa drástica: cortou a história no meio e botou um narrador contando o que aconteceria até o final
REPERCUSSÃO - Para não correr riscos, a Manchete reprisou o megasucesso Pantanal no horário de Brida. Mas não adiantou: a audiência continuou baixa e a emissora naufragou de vez alguns meses depois

6. Avallone e Milton Neves quebram o pau
ANO - 1997
EMISSORA - Gazeta
MANCADA - Roberto Avallone caiu na besteira de duvidar da ética de Milton Neves, que compareceu ao Mesa Redonda (então comandado por Avallone) para se defender. Durante 40 minutos os dois só faltaram sair no tapa. Entre frases como "Perdoai esta anta que não pára de falar", Milton Neves declarou: "Existe um homossexual nesta mesa". O tempo fechou, mas o tal homossexual não saiu do armário
REPERCUSSÃO - A audiência foi às alturas e a dupla seguiu a disputa nos tribunais. Avallone perdeu e teve de fazer uma doação a um asilo de Muzambinho (MG), cidade natal de Milton Neves

7. Vanucci come bolacha no ar
ANO - 1998
EMISSORA - Globo
MANCADA - Para manter seu padrão de qualidade, a Globo mantém regras de conduta rigorosas nas suas dependências. O apresentador Fernando Vanucci resolveu desobedecer uma delas (proibido comer no estúdio), mas foi além: durante o Esporte Espetacular ele entrou no ar comendo uma bolacha
REPERCUSSÃO - A bolacha foi a tampa da sepultura que Vanucci vinha cavando na Globo havia muito tempo (na Copa de 94, por exemplo, ele se queimou dizendo que não gostava de futebol). Depois de afastá-lo por alguns dias, a emissora resolveu demiti-lo, colocando fim a uma parceria de 26 anos

8. Bial: "Isso é coisa de veado!"
ANO - 1998
EMISSORA - Globo
MANCADA - As pessoas que viam a matéria sobre o Balé Kirov no Fantástico de 3 de maio ouviram, no meio da matéria, um comentário do apresentador Pedro Bial em alto e bom som: "Isso é coisa de veado!". Bial e sua parceira de estúdio Glória Maria continuaram o programa normalmente, mas os telefones da Globo começaram a tocar loucamente
REPERCUSSÃO - Dias depois, a Globo admitiu a falha em um relatório oficial, mas poupou Pedro Bial da culpa. Segundo a emissora, um equipamento tinha apagado a fita pela metade, deixando parte do áudio gravado em outra ocasião

9. Galvão solta o verbo com Pelé
ANO - 1994
EMISSORA - Globo
MANCADA - Novamente a Globo caiu na armadilha das parabólicas, que desta vez (durante a Copa de 94) captaram Galvão Bueno discutindo com algum diretor que reclamava dos comentários de Pelé: "Só se eu matar ele [Pelé], cara! Ele mete a mão no microfone, abre e fala. Quem contratou, conversa, pô." Tudo no ar!
REPERCUSSÃO - O Brasil ganhou a Copa e tudo ficou em paz. Bastou a seleção faturar o caneco para Pelé e Galvão saírem abraçados gritando: "É tetra! É tetra!"

10. Casal bate boca no Jornal
ANO - 1993
EMISSORA - SBT
MANCADA - Mais um dia, mais uma edição do Jornal do SBT. Nada de novo, até que a âncora Leila Cordeiro dá uma bronca no parceiro de estúdio e marido, Eliakim Araújo: "Peraí, pára, pára tudo! Pô, assim não dá, Eliakim, você só fica reclamando! Pára um pouco!" O programa era gravado, mas alguém botou no ar a fita errada e a mancada foi exibida
REPERCUSSÃO - O jornal saiu do ar e, longos segundos depois, voltou a ser transmitido desde o início, com a fita certa, claro. O casal segue junto até hoje

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/cinematv/pergunta_287327.shtml

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Olá Leitor,
Comecei a ler há algumas semanas dois livros muito interessantes, um é intitulado de Cultura da Convergência, do autor Henry Jenkins e o outro do autor Fernando Crocomo, TV Digital e Produção Interativa: a comunidade manda notícias, editora da UFSC. Aí veio a idéia de pesquisar um pouco mais e entender esses processos.
Encontrei diversas informações e uma matéria que me chamou atenção sobre a TV Cultura querer testar novas tecnologias na TV Digital. Na matéria fala que a Cultura vai fazer uma experiência de interatividade no seu terceiro canal, o Multicultura, além disso o canal pretende fazer mais, "queremos fazer transmissões experimentais em 3D", disse o presidente da Fundação Padre Anchieta (FPA), Paulo Markun
( fontes http://www.telaviva.com.br/ e http://www.direitoacomunicacao.org.br/ ). Para isso, a emissora está buscando soluções de produção na NAB 2009, em Las Vegas. Markun explica ainda que, como não existem receptores prontos para 3D no mercado, a emissora pode espalhar receptores em alguns pontos da cidade de São Paulo. Esse tipo de experiência "é função da TV pública", disse ele (informações encontradas nas fontes citadas). Segundo Markun, a oferta já vem sendo apresentada ao governo federal desde o início das transmissões digitais em São Paulo. A emissora começará a usar mais efetivamente as duas câmeras Viper, para cinema digital, até então usadas apenas na produção de alguns interprogramas.
O diretor de engenharia da emissora, José Chaves de Oliveira, explicou que só agora a TV Cultura conseguiu montar uma estrutura de finalização capaz de trabalhar com a Viper. Marcelo de Oliveira Amiky, diretor de produção do canal, conta que os primeiros trabalhos serão telefilmes feitos em parceria com as produções independentes. O primeiro deles deve começar a rodar na próxima semana. “Queremos também produzir para cinema”, diz Markun. Entre os projetos da emissora está um longa-metragem do infantil “Cocoricó”, que já tem sua nova temporada produzida em alta definição.
No livro de Henry Jenkins ele se refere a convergência diante do “fluxo de conteúdos através dos múltiplos suportes midiáticos, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam”.
Comente sobre o assunto e coloque aqui informações que você tem sobre o assunto. Vamos interagir através desse e dos outros meios que criamos.
Maria Rosa Barcellos

terça-feira, 21 de abril de 2009

Jogo na comunidade do orkut

Olá leitor!
Em nossa comunidade no orkut está acontecendo um jogo. As perguntas são sobre televisão.
O jogo vai durar 3 semanas e você ainda tem chances de participar e ganhar. Quem responder mais perguntas corretamente vai ganhar um ótimo prêmio... 30 reais em créditos para o seu celular.
Dê uma olhadinha nas regras e participe!!!

Link do jogo: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=84735257&tid=5325175761087879514&start=1

:)

domingo, 19 de abril de 2009

Ativo Passivo

A dúvida quanto a uma mídia que se impõe (leia mais em nossa comunidade Televisão: a Caixa de Pandora? FORUM “Mídia que se impõe”) está também relacionada com a capacidade de receber informações dos espectadores. O grau de instrução é fator fundamental no debate sobre mídias “partidárias” –não no sentido político da palavra, apenas como defensoras de uma idéia-, a partir desse ponto dividimos os espectadores em Ativos e Passivos.
Dias atrás em uma breve discussão em aula sobre a temática, fomos questionados sobre o que seria um espectador passivo, um ativo, e como se distinguem. O debate foi interrompido, mas toma novamente forma aqui.

Reféns da Televisão. Pode-se dizer de um espectador passivo, e não apenas da televisão, de qualquer mídia de comunicação. Um espectador passivo é geralmente a pessoa sem um grau de instrução muito alto, mas isso não significa chamá-la de analfabeta, temos um grande número de passivos entre universitários, ou mesmo pessoas com grau superior. Não é necessário ir muito fundo na análise para se identificar um deles, basta observar quais são os que apenas balançam a cabeça afirmativamente e fazem anotações quando um professor defende suas idéias pessoais, e depois fazem o mesmo quando o professor seguinte defende suas idéias, opostas ao do primeiro. Ora, se concorda com um, irá discordar do seguinte, já que suas idéias entram em conflito, mas o espectador passivo não tem opinião formada, tão pouco fundamentos e argumentos para defender pontos de vista, provavelmente ficará sempre sobre o muro, esperando para ver o resultado de um embate.

Protestantes. Espectadores ativos são mais admiráveis, mas também facilmente detestáveis. Poucos gostam de quem se opõe a tudo, tem sempre um argumento ou algo a dizer, tem uma opinião formada. Discordam do que William Bonner fala. Admiram Arnaldo Jabor, mas não necessariamente concordam com ele. Discutem com Magru Floriano. Distingui-los? É fácil, balançam a cabeça negativamente quase o tempo todo, soltam sorrisos irônicos de tempos em tempos, são os “filtros da sociedade”, ser um espectador ativo é absorver só aquilo que de produtivo há nas mídias de comunicação, é escutar, ler, assistir, e principalmente, interpretar tudo isso.

O espectador passivo absorve tudo sem qualquer interpretação, e ao entrar em uma discussão usará apenas de argumentos citados por outros, terá frases prontas e usará pensamentos de outros como se fossem seus. Ter informações, não é o mesmo que ter uma opinião. É apenas um passo, ser um espectador ativo, um diferencial para a sociedade, exige perder a insegurança e a vergonha e abrir a boca para dizer “Mas que merda é essa que você está falando!?”

Diogo S.Campos

Educação e mídia televisiva: uma relação polêmica

A evolução tecnológica do planeta, principalmente, a partir dos anos 60-70 do século passado, com a chamada Revolução Técnico-Científico-Informacional, vem provocando profundas transformações nas formas de acesso ao conhecimento. Já é coisa de um passado distante imaginar a escola como único e até principal forma de acesso ao conhecimento. Com isso, uma grande discussão atinge a sociedade já há algum tempo: qual o papel da escola e das outras formas de acesso ao conhecimento, como a mídia televisa, para o aprendizado de milhões de crianças e jovens no planeta?
A escola parece ter ficado no passado, ainda desenvolvendo técnicas de aprendizado que lembram o Século XIX, ou seja, ainda o conhecimento é transferido, com poucas exceções, através da velha técnica do cuspi e do giz. Com o avanço tecnológico, esse tipo de aprendizado ficou desinteressante e obsoleto para grande parte dos estudantes, dando margem para a penetração de informações oriundas de outras fontes, como a TV e a Internet, mais recentemente.
A diversificação das fontes do conhecimento é um ponto positivo, o problema é que a escola começa a ter um papel secundário nesse processo. O tempo de acesso de uma criança a uma TV ou a uma rede de computadores como a internet tem sido crescente e, em alguns casos, assustador. Talvez essa seja uma preocupação importante para ser estudada e discutida.
Em muitos casos, a informação sem controle de qualidade da TV, para ficarmos nesse caso específico da mídia televisa, acaba provocando um processo de desinformação quando não se tem disponível o contraditório, ou seja, a escola como um canal de segurança, filtragem e de debate dos conhecimentos adquiridos fora do meio acadêmico. Além disso, temos os interesses econômicos e políticos envolvidos em noticiários e em propagandas expostas pela TV. Em muitos casos, a TV acaba sendo um vendedor eletrônico, onde pouco importa pensar no meio de comunicação como um canal de utilidade pública.
Importante ressaltar que os meios de comunicação, como a mídia televisa, não devem ser encarados como um aspecto negativo da informação, ao contrário. Imagina negarmos a importância de um documentário sobre nutrição ou medicina desportiva produzido por profissionais capacitados. Mas a história recente da mídia televisiva no Brasil, para ficarmos num caso particular, é marcada por influências que chegam a contradizer informações acadêmicas, muitas vezes em função da desinformação do profissional de mídia, como dos interesses econômicos que vendem informações como forma de obtenção de lucros. Vide opiniões equivocadas relacionadas a setores como nutrição, medicina e atividades físicas.
É fundamental desenvolver trabalhos que possam aproximar o conhecimento acadêmico dos meios de comunicação. Há uma profunda distância entre esses dois segmentos. É preciso que a sociedade discuta o papel dos meios de comunicação nesse processo de aprendizagem de crianças e jovens. Qual é o papel dos meios de comunicação para a sociedade? Qual papel do Estado como agente regulador de uma concessão pública, como são os canais de televisão? A TV deve ser um meio apenas de entretenimento, sem nenhuma responsabilidade pelo que passa?
A escola precisa passar por um processo de modernização para ser o ator principal no acesso ao conhecimento. É um longo e difícil caminho, mas profundamente necessário. São inúmeras questões polêmicas expostas e que necessitam de um urgente debate, pois gerações estão sendo formadas por um processo pouco democrático, que visa, fundamentalmente, o lucro e que, muitas vezes, desinforma e cria seres humanos profundamente consumistas, mas com uma visão humanitária muito reduzida.

por Marcelo Coelho em seu blog
http://blig.ig.com.br/geomarcelocoelho/2009/01/23/educacao-e-midia-televisiva-uma-relacao-polemica/
em 23/01/2009 - 00:05